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Dilma ignora PMDB e registra programa com tributação de fortunas e controle da mídia
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RANIER BRAGON
DE BRASÍLIA
Como demonstração da pouca importância que os candidatos estão dando à exigência da lei de registro de seu programa de governo, a chapa de Dilma Rousseff (PT) enviou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na manhã desta segunda-feira apenas as diretrizes de governo aprovadas pelo PT em fevereiro, quando ela ainda era ministra da Casa Civil.
Na ocasião, o partido lançou de forma preliminar o nome da então ministra e aprovou um texto que contempla boa parte das reivindicações das alas mais à esquerda da legenda.
Os dirigentes petistas afirmaram na época que algumas dessas propostas seriam diluídas na elaboração final do programa de governo, que contaria com participação de partidos aliados.
Segundo o que diziam reservadamente à época, caberia ao PT "puxar para a esquerda" para depois negociar um programa final principalmente o PMDB.
Mas o registro oficial que ficará no TSE é o texto que prevê, entre outras coisas, a tributação de grandes fortunas, a defesa da jornada semanal de 40 horas (hoje são 44 horas) --Dilma já declarou publicamente não se comprometer com a proposta-- e o combate ao "monopólio" da imprensa, entre outros pontos.
O PMDB já apresentou suas propostas há algumas semanas, mas acabou ficando de fora do registro oficial. Segundo o PT, a colaboração dos outros partidos será incorporada posteriormente.
No texto registrado, intitulado "A Grande Transformação", a campanha de Dilma defende ainda diferentes pautas do campo não cumpridas pelo presidente Lula, entre as quais a atualização dos índices de produtividade, a ampliação do controle sobre a compra de terras por estrangeiros e a revogação de medida provisória editada no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) que exclui da lista de assentados aqueles que participem de invasões de terra.
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