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Serra diz que MST promoveria invasões com dinheiro público em um governo Dilma
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GABRIELA GUERREIRO
ENVIADA A GOIÂNIA
O candidato José Serra (PSDB) fez críticas ao que chama de ligação do governo federal com o MST (Movimento dos Sem-Terra) --de quem financiaria as ações--, e insinuou que o movimento promoveria mais invasões com dinheiro público em um eventual governo Dilma Rousseff (PT).
"O dirigente principal do MST, [João Pedro] Stédile, disse que todo o MST deve apoiar a Dilma porque no governo dela eles vão poder agitar mais e invadir mais. Ele não disse, entre parênteses, com o dinheiro público."
Na opinião de Serra, o MST teve a "esperteza" de virar pessoa jurídica para fazer campanha com dinheiro público. "Pode pegar as ONGs deles, eles estão todos fazendo campanha eleitoral, o que é ilegal. Aliás, o advogado [Fernando Neves, ex-ministro do TSE] disse uma coisa reproduzindo, talvez, Fernando Pessoa. Disse: Tudo vale a pena, quando a multa é pequena."
GENÉRICOS
O tucano também evitou polemizar com sua adversária Dilma Rousseff (PT), que ontem disse que Serra não é o único responsável por instituir a política de remédios genéricos no país. "Todo mundo no Brasil sabe do me papel a respeito dos genéricos. Não vou perder tempo dando explicações. É só ela se informar mais que não dirá nada semelhante."
ACUSAÇÕES
Segundo Serra, a decisão do PT de processar o deputado Índio da Costa (DEM) e a vice-procuradora geral eleitoral, Sandra Cureau, tem como objetivo intimidar a Justiça brasileira. Serra disse que os petistas querem encobrir escândalos que envolvem o partido, como a quebra de sigilo do vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira.
"É para intimidar a Justiça, sem dúvida nenhuma. Acho que não vai conseguir, mas é para intimidar. Quando se falou do dossiê, da baixaria que eles estavam preparando, também entraram com pedidos de esclarecimentos", afirmou.
Em entrevista durante sua visita a Goiânia, Serra disse que o PT espalha "mentiraiada a todo o tempo" na campanha presidencial. "Hoje está mais que comprovado que um crime contra a Constituição foi feito na violação de sigilo fiscal. Não que tivesse algo errado, escondido, não tinha. Mas foram quebrados sigilo fiscal de maneira inconstitucional de dirigente do PSDB".
Serra não quis dar prosseguimento às críticas do seu candidato a vice, Indio da Costa, que ligou o PT às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e ao narcotráfico. Ontem, Serra reiterou a ligação do PT com as Farc, mas minimizou a questão do narcotráfico.
"Eu não vou falar sobre esse assunto. Não vou ficar falando todo o dia, senão me tira as coisas importantes que tenho para falar."
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