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29/07/2010 - 12h11

Em sabatina, Alckmin se esquiva de responder se pedágios em SP são caros

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DE SÃO PAULO

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, se esquivou de responder se os pedágios do Estado São Paulo são caros ou baratos, durante sabatina realizada pela Folha e pelo UOL.

"Quando você diz caro ou barato, é proporcional a alguma coisa", respondeu.

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Questionado diretamente por pelo menos três vezes, o tucano disse apenas que "o modelo é bem elaborado" e criticou as rodovias federais, que chamou de "estradas da morte".

Apesar disso, afirmou que vai rever tarifa em locais onde o cidadão percorre um trecho pequeno e paga a tarifa cheia. "Eu identifiquei Paulínia, Jaguariúna. Vou corrigir", afirmou.

Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Geraldo Alckmin durante sabatina no Teatro Folha, em SP
Geraldo Alckmin durante sabatina no Teatro Folha, em SP

EVENTOS PÚBLICOS

Alckmin negou que esteja evitando eventos publicos. A Folha publicou ontem reportagem sobre o recolhimento do tucano, que lidera as pesquisas de opinião.

O candidato disse que desde o início da campanha foi a 28 cidades e que tem participado de caminhadas em todas as cidades. "Fizemos até um comício, coisa fora de moda", ressaltou. "Nós temos feito sim agendas públicas e temos feito as reuniões políticas."

SEGURANÇA

O tucano prometeu aumentar o efetivo da Polícia em 6.000 policiais militares. Para isso, diz estar estudando a possibilidade de o Estado contratar policiais no seu período de folga regulamentar. Hoje, o policial trabalha 12 horas e folga 36. Nesse intervalo, acabam fazendo "bicos" por fora.

Alckmin disse ainda que vai aumentar o salário dos PMs, mas se esquivou de dizer em quanto.

SABATINAS

A Folha e o portal UOL realizam hoje a terceira das sabatinas com os candidatos ao governo de São Paulo mais bem colocados nas pesquisas eleitorais.

Ontem, a sabatina foi com Aloizio Mercadante (PT), e na quinta-feira, com Celso Russomanno (PP).

A ordem em que os políticos serão sabatinados foi decidida em reunião, na Folha, com a presença de representantes das campanhas.

CRITÉRIO

O critério utilizado foi a colocação em pesquisa de intenção de votos feita pelo Datafolha. Assim, o mais bem posicionado nas pesquisas é o último a ser sabatinado.

Os candidatos são sabatinados por Fernando Canzian, repórter especial da Folha, Mônica Bergamo, colunista da Folha, Denise Chiarato, editora de Cotidiano, e Irineu Machado, editor-executivo do UOL Notícias.

Durante duas horas, os candidatos respondem a perguntas dos entrevistadores, da plateia --em questões feitas por escrito-- e de internautas, exibidas em vídeo. Folha e UOL farão um debate com os candidatos ao governo de São Paulo no dia 17 de agosto.

No dia seguinte, a Folha e o UOL promoverão um debate com os presidenciáveis José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), conforme documento assinado por representantes das três campanhas na sede do jornal.

Na televisão, a Folha, em parceria com a Rede TV!, promoverá um debate presidencial em 12 de setembro. Se houver segundo turno das eleições, um novo programa irá ao ar no dia 17 de outubro.

 

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