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29/07/2010 - 18h10

Serra afirma que "troglodita de direita" é quem apoia presidente do Irã

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DE SÃO PAULO

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, rebateu nesta quinta-feira as críticas feitas ontem a ele pelo assessor presidencial Marco Aurélio Garcia.

"Acho troglodita de direita quem apoia [Mahmoud] Ahmadinejad [presidente do Irã], um sistema que mata mulheres, uma ditadura que prende jornalistas, enforca opositores", disse o tucano, em sabatina no R7. Ele se disse um político de esquerda.

Ontem, Garcia criticou o posicionamento de Serra sobre a política externa do governo Lula. Ele disse que fica constrangido em ver um pessoa com o passado de Serra ir para a direita. "Me parece um final melancólico da sua carreira política, porque eu acho que a sua carreira política terminará no dia 3 de outubro."

Ele voltou a reiterar a opinião do vice, Indio da Costa (DEM), da ligação do PT com as Farc: "Todo mundo sabe da ligação do PT com as Farc. As Farc são uma força do narcotráfico. O PT errou ao tratar [as Farc] como força política, sendo que é, na verdade, do narcotráfico".

Serra lembrou o exílio no Chile, durante o regime militar brasileiro, e se disse comprometido com os direitos humanos. "Para mim, falar de esquerda é falar de direitos humanos e ter ações realmente populares, e não ficar fazendo jogo de grupos econômicos", afirmou.

O candidato questionou o papel do Brasil no diálogo com Cuba. Serra lembrou que os presos políticos que eram mantidos na ilha só foram soltos graças à mediação da Espanha e da Igreja Católica.

Ele negou que sua campanha esteja fazendo terrorismo eleitoral. "Eu vivo o tempo inteiro querendo discutir teses", disse.

Para ele, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), é um movimento "político, socialista revolucionário, que usa a reforma agrária". Serra também questionou os repasses de recursos federais ao MST.

Sobre as multas que Dilma recebeu, ele disse as grandes transgressões ocorreram no começo do ano. "Aquele que não segue tem vantagem porque a multa é pequena", afirmou.

 

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