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09/08/2010 - 22h46

Dilma diz que o problema não são indicações políticas, mas falta de transparência

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DE SÃO PAULO

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou na noite desta segunda-feira que não vê problema nas indicações políticas para cargos públicos.

"Não é necessário que o cargo não seja indicado por um partido que compõe a minha aliança. O que é necessário que haja uma exigência e uma transparência", disse em entrevista ao "Jornal das 10", da GloboNews.

Dilma diz que alianças polêmicas representam 'amadurecimento' do PT

Ao ser questionado sobre a frase de seu vice, Michel Temer (PMDB), sobre partilhar o pão para depois o governo, Dilma afirmou que os indicados em seu governo devem ter compromisso público.

"O governo vem caminhando. Essas questões não se resolvem do dia para noite. No governo anterior houve também indicações políticas muito fortes."

A petista abriu a rodada de entrevistas que a TV Globo fará com os principais candidatos, que incluem participação no "Jornal Nacional" e no "Bom Dia Brasil". Amanhã é a vez de Marina Silva (PV) e na quarta-feira de José Serra (PSDB).

Dilma também comparou o vazamento de dados do Enen (Exame Nacional do Ensino Médio) com a divulgação de documentos militares dos Estados Unidos sobre a Guerra do Afeganistão.

Na semana passada, vazaram na internet dados de milhões de pessoas que se inscreveram para a prova do Enen nos anos 2007, 2008, e 2009. No mês passado, milhares de documentos sobre a guerra foram publicados no site Wikileads.

A petista lembrou que os dados eram acessíveis a 231 instituições de ensino. "Se vazou, agora elas tem que ser investigadas."

Perguntada sobre os problemas da infraestrutura nos portos ou aeroportos, ela voltou a defender a abertura a Infraero. No entanto, segundo ela, é preciso fazer antes um novo marco regulatório.

"É possível solucionar sim e vai ser uma das questões que mais dedicarei."

Dilma disse que não o Novo Código Florestal, proposto pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), não deve ser discutido durante o período eleitoral.

"Eu não concordo de maneira nenhuma qualquer procedimento para se reduzir essa luta para reduzir o desmatamento no Brasil", disse.

 

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