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'Jornal Nacional' leva ao ar crítica de Plínio de Arruda à TV Globo
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FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO
O "Jornal Nacional", da TV Globo, levou ao ar a crítica do candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, contra a TV Globo pelas condições oferecidas a ele para que concedesse entrevista à emissora.
Plínio teve três minutos e foi entrevistado por um repórter fora da Globo. Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB) contaram com 12 minutos e foram entrevistados ao vivo na bancada do "JN".
Crítica de Plínio de Arruda à TV Globo interrompe gravação para o 'Jornal Nacional'
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Antes de veicular a íntegra da entrevista, o programa levou ao ar a reclamação do candidato.
"Sou um viajante de avião de classe econômica. Sempre fui e nunca reclamei. Mas agora eu preciso fazer uma reclamação na Globo. A Globo inventou no debate presidencial a classe executiva com os candidatos 'chapa branca'. E a classe [econômica] [para] quem não tem a bancada, não tem os 12 minutos, pro candidato do PSOL. Essa reclamação você leva lá".
Após a crítica de Plínio, o apresentador William Bonner informou que o critério da TV Globo foi entrevistar na bancada dos telejornais, em 12 minutos, os candidatos de partidos com representação na Câmara que tenham ao menos 3% das intenções de voto nas pesquisas eleitorais, sem considerar a margem de erro.
"Na última pesquisa divulgada pelo Ibope, Plínio não pontuou. Nas próximas, se o desempenho do candidato atender ao critério, ele será convidado para entrevistas nas bancadas do 'Bom Dia Brasil' e do 'Jornal da Globo'", disse Bonner.
ENTREVISTA
Na entrevista, gravada pela manhã, Plínio disse que apoia ocupação de terras no campo.
"Ocupação de terra não é crime. É diferente de invasão de terra. O Superior Tribunal de Justiça já decidiu que não é nem crime de esbulho possessório, nem crime de formação de quadrilha. É um apelo a uma sociedade insensível a respeito da necessidade que a população tem de ter terra para poder viver. A população rural não pode viver sem isso", disse.
Questionado pelo repórter Tonico Ferreira se daria um "calote" na dívida, Plínio contra-atacou, afirmando que "quem dá calote é a burguesia, que dá calote no povo".
"O calote da dívida, por exemplo, dos funcionários públicos, quando não se faz o reajuste e depois muda o contrato. E ninguém fala nada. Agora, quando é pra ser no banqueiro, aí é um negócio bárbaro!", exclamou.
"Nós estamos propondo uma auditoria na dívida. Não precisa ser de todos. Pode ser de uma categoria, como os grandes devedores, não os pequenos. Os grandões... é um problema. Nós vamos enfrentar. O que não podemos é enfrentar uma dívida que já foi paga. O Getúlio [Vargas] em 1931 fez uma auditoria na dívida externa. Caiu 50%".
O socialista afirmou que uma suspensão do pagamento da dívida não causaria problemas para a economia.
"Desorganizar a economia do país é uma questão de governo. O governo que tem força não desorganiza a economia".
Na mensagem final, Plínio classificou a desigualdade social do país como um "escândalo".
"A desigualdade precisa terminar. Este país não pode seguir desigual como se encontra. A diferença de 40 vezes entre os mais ricos e os mais pobres é um escândalo. Isso é uma coisa que nós não podemos aceitar em hipótese nenhuma."
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