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A internautas, Serra fala de pedágios; Dilma, de herança da estabilidade econômica
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DE SÃO PAULO
No quinto bloco do debate entre os candidatos à Presidência realizado pela Folha e pelo UOL os internautas puderam fazer perguntas.
Veja abaixo os questionamentos e as respostas.
Enfrentamento entre presidenciáveis marca debate Folha/UOL; até Marina foi ao ataque
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Veja a íntegra do debate Folha/UOL com os candidatos ao governo de SP
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JOSÉ SERRA
Internauta afirma que São Paulo tem a maior taxa de pedágio do Brasil, e que o PSDB já governa o Estado há quase 20 anos. Quer saber se, eleito, Serra adotará a mesma politica para o resto do pais.
"Todo mundo já tá dando a eleição do [Geraldo] Alckmin de barato. São 16 anos, mas fala-se em 20 anos, e além do mais, prevendo o que acontecerá nos próximos quatro. São Paulo tem hoje as melhores estradas do Brasil. Das dez melhores estradas, dez estão em São Paulo. É onde os acidentes mais diminuíram no Brasil. Pode-se dizer que de 1999 até hoje foram poupadas mais de 11 mil vidas, tendo como base a taxa da época. Depois das concessões serem feitas, a melhora das estradas levou a uma queda importantíssima da mortalidade. Nas rodovias federais está aumentando. Uma situação bastante dramática. A Confederação Nacional dos Transporte, que é isenta, cujo presidente apoia a Dilma, fez um levantamento que mostrou que 75% consideram as estradas de São Paulo ótimas ou boas. Nas federais é abaixo de 30".
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DILMA ROUSSEFF
Internauta diz a Dilma que, quando afirmam que foi Serra quem criou os genéricos, ela diz que não foi, porque isso não acontece do dia para a noite. No entanto, segundo ele, quando se trata da estabilidade, ela atribui tudo ao governo Lula. Quer saber o que ela tem a dizer sobre o assunto.
"Você tem toda razão. Estabilidade do Real foi uma conquista do governo Fernando Henrique. Em parte. Porque nós recebemos o governo com a inflação em descontrole, com uma divida externa elevadíssima. Devíamos aos credores internacionais e tínhamos feito empréstimo do Fundo Monetário [Internacional]. Fazia com que eles controlassem todos os nossos investimentos. Por isso não investíamos em saneamento, transporte, rodovia. Uma parte da nossa divida estava indexada ao dólar. E tinham feito uma manobra que elevou impostos, carga tributária, venderam R$ 100 bilhões e ainda conseguiram elevar a divida de 30% para 60%. Nós reduzimos de 60% para 42%. Elevamos as reservas de R$ 21 para 205 bilhões de dólares. Hoje emprestamos para o Fundo Monetário. A estabilidade com crescimento econômico é conquista nossa".
| Fábio Braga/Folhapress | ||
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MARINA SILVA
Internauta pergunta a Marina Silva se terá uma politica de acesso à informação publica.
"Eu me comprometo de que tenhamos uma gestão transparente. Você faz uma pergunta que, em função dos constantes escândalos que acontecem na gestão pública, as pessoas vão ficando cada vez mais desconfiadas de que os mecanismos de controle legítimos são suficientes para controlar todo o descaso que acontece na gestão pública. É fundamental que se tenha uma atitude de transparência para evitar o desperdício de direitos públicos, humanos, recursos do cidadão que não suporta mais filas para fazer um exame, uma educação em que 40% das crianças não chegam à oitava série. Uma gestão transparente ajuda a melhorar a eficiência da gestão e combate a corrupção."
JOSÉ SERRA
Internauta quer saber de José Serra o que fará com relação aos impostos.
"Nós demos incentivos fiscais em São Paulo durante a crise. E aumentamos o investimento público, que ficou no nível mais alto da história. A combinação dos incentivos que demos permitiu garantir 1 milhão de empregos. Não se espera que adversários vão reconhecer. Mas uma coisa que eu vou fazer é baixar imposto sobre saneamento. A candidata Dilma fez de conta que eu não tinha perguntado. O governo mais do que duplicou imposto sobre saneamento, retirando do setor cerca de 2 bilhões de reais por ano. O governo investiu quatro, cinco, seis bilhões do Tesouro. Porque dinheiro do BNDES é como comprar uma geladeira a crédito e o dono dizer 'estou investindo na sua geladeira'. O imposto sobre energia elétrica subiu de 3,65% para 9,6% na gestão da Dilma. É uma das causas pela qual a tarifa de energia elétrica é das mais elevadas do mundo. Vou mudar logo de cara".
DILMA ROUSSEFF
Internauta diz a Dilma que não existe fiscalização no setor aéreo como antes. Quer saber se existe segurança para que não ocorra um novo acidente como o da Gol.
"Eu quero esclarecer que as aeronaves não se chocaram no espaço aéreo por falta de fiscalização. Houve falha humana nesse choque da Gol. Acho que a ANAC [Agência Nacional de Aviação Civil] tem todos os instrumentos legais para fazer a fiscalização, que deve multar a empresa que deixar passageiros esperando e que o capital dela deve ser aberto. Nós hoje podemos acender a luz. No passado havia racionamento. A luz não podia ser acendida nem nos aeroportos. Quase oito meses nessa situação. Mas voltando... eu também não estou satisfeita com os investimentos nos aeroportos. Vamos ter que tomar uma atitude no sentido de ampliar os investimentos. Vamos ter uma Copa do Mundo e Olimpíadas bastante seguros. Não há nenhum risco de que desastres como o da Gol ocorram por qualquer falha de controle".
MARINA SILVA
Internauta quer saber de Marina Silva o que fará para solucionar o apagão tecnológico e de falta de mão de obra qualificada.
"Os bons investimentos e as boas propostas dos últimos 16 anos eu vou manter. Em política temos que ter uma visão mais generosa. A política, para mim, não é os fins justificam os meios. Os meios têm que estar bem associados ao fim. Os ganhos da política econômica nós vamos manter. Não faremos nenhuma aventura com as vantagens que tivemos. Com educação, temos que buscar a iniciativa privada. Se estão formando mal os nossos professores, vão formar mal os nosso alunos. Meu compromisso é de que se tenha a formação continuada do professor e que possam ser valorizados tanto economicamente quanto simbolicamente. E que o ensino seja prazeroso. E isso os alunos e professores estão perdendo com o descaso enorme que há com a nossa educação".
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