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'Lula é meu amigo', diz candidato preterido pelo presidente na Bahia
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RODRIGO VIZEU
ENVIADO ESPECIAL A SALVADOR (BA)
O candidato do PMDB ao governo da Bahia, Geddel Vieira Lima, diz não guardar mágoas pelo fato de o presidente Lula fazer campanha para seu adversário Jaques Wagner (PT), mesmo após um acerto inicial de que ele não iria a Estados com palanques duplos.
Na Bahia, tanto Wagner, candidato à reeleição, quanto o ex-ministro de Lula Geddel fazem campanha para a presidenciável Dilma Rousseff (PT).
Pródigo no uso da imagem do presidente em seu programa eleitoral, Geddel disse que não deixará de usar falas antigas do presidente em seu favor.
Lula estará hoje à noite num comício de Wagner em Salvador. Geddel, enquanto isso, fará campanha no interior do Estado.
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Folha - Incomoda o senhor que o presidente Lula tenha quebrado o acerto inicial de não ir a Estados com palanques duplos?
Geddel Vieira Lima - Não tenho crítica a fazer a quem me deu a oportunidade de servir ao Brasil e à Bahia. Vejo com absoluta naturalidade Lula manifestar preferência por alguém de seu partido. Gostaria que ele estivesse me apoiando. Não podendo, fazer o quê? É a vida como ela é.
O senhor pretende continuar usando falas antigas de Lula em seu favor na sua propaganda eleitoral, mesmo que ele manifeste apoio a seu adversário?
Claro. Preferência política não permite reescrever a história. [Aqueles] são depoimentos do presidente ressaltando minha competência como ministro. Lula é meu amigo.
O senhor pretende convidar Dilma para seu palanque?
Se eu fizer um ato, dependendo do porte, chamo a candidata, se for oportuno.
O senhor continuará a exibir imagens borradas de Jaques Wagner?
Isso é uma questão legal. É para evitar que o PT vá à Justiça pelo uso da imagem dele e peça meu tempo de TV.
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