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No rádio, Serra diz que Lula quer coordenar time de longe
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DE SÃO PAULO
A quase um mês das eleições, o programa de rádio do presidenciável José Serra (PSDB) continua com a estratégia de desqualificar a adversária na dianteira das pesquisas, Dilma Rousseff (PT).
Na manhã desta terça-feira, Serra valeu-se de metáfora de futebol para atacar um eventual governo Dilma, com cuidado para não deixar a artilharia ricochetear no presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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O candidato tucano comparou Lula --com aprovação recorde de 79% segundo recente pesquisa Datafolha-- a um "técnico de futebol que a torcida gosta" e que "vai para o exterior e indica um substituto".
Ele insinua, em seguida, que a suplente Dilma serviria apenas de fantoche, já que a intenção de Lula seria "coordenar o time de longe".
Antes, Chico, personagem interpretado por um ator na propaganda tucana, questiona por que não consegue "achar nada que essa Dilma fez". Ao que o apresentador responde: "Porque ela é a ajudante de Lula".
Outro personagem sugere que a petista tenha "uma aulas particulares com Serra e se prepare por 40 anos", mesmo tempo do tucano na vida pública. Talvez, assim, possa ser prefeita em 2050.
O programa põe Serra como o melhor ministro da Saúde que o Brasil já teve --ele comandou a pasta na gestão de Fernando Henrique Cardoso.
Algumas das propostas feitas pelo candidato: ampliação de projetos como os mutirões da saúde, as policlínicas e os genéricos.
Serra começou o programa com a promessa de melhorar as estradas e expandir a linha de metrô nas capitais. O tema é delicado: em São Paulo, um dos últimos redutos tucanos, o petista Aloizio Mercadante (candidato ao governo) critica os altos pedágios das estradas estaduais. Outro alvo é o atraso na entrega de algumas estações de metrô.
PT
Apesar das várias menções a Lula, o programa de Dilma não contou com depoimento do presidente desta vez.
A abertura da propaganda destaca a queda de Serra nas pesquisas e engata com o tema do dia: saúde pública.
Aos olhos da campanha tucana, a saúde é justamente um dos pontos fracos do governo Lula.
No rádio, o apresentador diz que a situação "já começou a mudar" por causa da ampliação de serviços como água, luz e saneamento --três conquistas creditadas a Dilma por meio de projetos como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o Luz Para Todos.
A campanha destaca bandeiras do governo federal nesse campo, como o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), a Farmácia Popular e o Brasil Sorridente.
Já o programa Saúde da Família, iniciado na gestão FHC, vai ser posto para funcionar, de acordo com o programa radiofônico.
PV
A candidata à Presidência Marina Silva fez um apelo, em seu programa, para que os eleitores não caiam na "chantagem emocional" dos dois candidatos que ocupam o maior tempo no horário eleitoral.
Para ela, Dilma e Serra tratam o Brasil "como se fosse um menino pronto para ser enganado". A realidade do país, segundo Marina, não é azul nem cor de rosa, como tentam convencer os adversários.
"Confio em vocês para decidir as eleições no segundo turno", diz a terceira colocada nas pesquisas.
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