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Serra chama de 'ato criminoso' acesso a dados fiscais de sua filha
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DE SÃO PAULO
Atualizado às 01h23.
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, classificou de ato criminoso o acesso aos dados fiscais da sua filha, a empresária Verônica Serra. Ele também responsabilizou o PT pela quebra de sigilo.
"Se eles fazem isso na campanha eleitoral da Dilma, imagine se ganharem a eleição", afirmou em entrevista ao "Jornal da Globo".
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| Greg Salibian/Folhapress |
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| Verônica Serra teve seus dados acessados na mesma agência onde outras quatro tiveram sigilos violados |
Os dados fiscais de Verônica foram acessados na mesma agência da Receita onde outras quatro pessoas ligadas ao tucano tiveram seus sigilos violados. A consulta à declaração de renda de Verônica foi feita pela analista tributária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan.
"Hoje veio a público um fato criminoso. O sigilo fiscal da minha filha foi quebrado num ato criminoso, no ano passado, para efeito de exploração política", afirmou.
Segundo Serra, sua filha já havia comentado com ele sobre a desconfiança de que havia algo errado. Ele afirmou que "blogs sujos da campanha do PT" publicaram dados referentes ao imposto de renda de 2009 de Verônica.
Serra fez referência ao caso Lurian, filha do presidente Lula, que aconteceu no segundo turno da eleição de 1989, e comparou Dilma a Collor.
" O Collor utilizou uma filha do Lula, a turma do Collor montou essa história para ganhar do Lula em 89. E o Collor ganhou. Agora a turma da Dilma está fazendo a mesma coisa, pegando milha filha, que não faz política, que é uma mãe de três crianças pequenas, que trabalha muito para criar as crianças juntas, para poder viver... Meter nesse jogo político sujo para me chantagear porque tem preocupação quanto à minha vitória."
Ele ainda disse que "agora o Collor está do lado dela, talvez esteja transferindo tecnologia".
O tucano também chamou de mentirosa a informação da Receita Federal de que o acesso aos dados fiscais feito a pedido de Verônica para Lúcia de Fátima.
"São profissionais da mentira", disse Serra.
Lúcia foi incluída na segunda-feira como a mais nova acusada pela corregedoria do fisco de participar de um esquema ilegal de quebra de dados fiscais na agência do órgão em Mauá (SP).
Além de Lúcia, a corregedoria da Receita incluiu também mais uma funcionária do Serpro na lista dos suspeitos de integrar o esquema, Ana Maria Caroto Cano, de acordo com notificação assinada pelo presidente da comissão de inquérito encarregada do caso, Levi Lopez, à qual a Folha teve acesso.
A inclusão do nome de Lúcia de Fátima vai obrigar a corregedoria a ampliar as investigações.
O computador da servidora, uma analista tributária, não estava na relação de máquinas periciadas pelo órgão. Já no caso de Ana Maria, seu nome já aparecia nas investigações, mas como testemunha. Agora, ela se tornou suspeita.
As duas principais suspeitas da corregedoria, contudo, continuam a ser a analista tributária Antônia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva e a servidora do Serpro cedida à agência de Mauá Adeildda Ferreira Leão dos Santos.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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