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Plínio de Arruda prevê caos no país com sua eleição
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HUDSON CORRÊA
DO RIO
O candidato a presidente pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, 80, assina nesta quarta-feira no Rio plebiscito a favor de limitar o tamanho de fazendas no Brasil. Trata-se, segundo ele, de mais uma ação radical de sua campanha.
Ontem, a uma plateia de 200 estudantes, em silêncio e atenta, Plínio disse que o Brasil "vai ter problemas demais", se ele vencer as eleições.
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No seu prognóstico, o país praticamente quebra. "Vão faltar bens de consumo. Não será possível trocar de celular. O Brasil sofrerá bloqueio comercial." Surgirá "tensão social", conflito armado e o povo precisará "sair às ruas" para defender o governo, que pode não terminar.
Plínio voltou sua atenção a universitários do Rio nesta semana. Ele falou com estudantes no Teatro de Arena, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
No palco foi armada pelos alunos uma barraca para protegê-lo do sol. Os universitários, simpatizantes do PSOL, ficaram em volta nas arquibancadas de concreto.
"É possível que eu perca muito voto, mas não estou preocupado como voto mesmo. Eu não mudei nada. O que eu disse quando eu tinha 20 anos de idade, estou dizendo hoje", afirmou Plínio à Folha.
O candidato manteve os ideais, mas aderiu às inovações tecnológicas para se comunicar com estudantes.
"Eu tuito à noite para encontrar vocês", afirmou, colhendo risos. Em seguida, como num banho de água fria, disse que os estudantes vão ter que se contentar com tecnologia ultrapassada, se ele for presidente.
"Quem não for capaz de abrir mão do último [lançamento de] telefoninho", disse o presidenciável exibindo o celular, "não deve votar em nós, porque [adversários] vão segurar [o comércio]. Vai ter que ficar com a porcaria do passado", disse.
O presidenciável destacou ainda que fará uma "reforma agrária radical", desapropriando fazendas com mais de 500 alqueires.
O único tema que considerou espinhoso foi o aborto. Afirmou ser a favor de legalizá-lo sem "liberar geral" e encontrou espaço para humor. "Nem falo de aborto na TV, porque, senão, dá chilique no [deputado federal] Chico Alencar, que tucanou o aborto. Ele diz que é para eu dizer assim: interrupção precoce da gravidez."
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