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02/09/2010 - 14h58

Na TV, programa de Serra diz que quebra de sigilo foi 'armação para prejudicá-lo'

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DE SÃO PAULO

Atualizado às 16h05.

O programa eleitoral do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse hoje (2) que a quebra do sigilo fiscal da filha do tucano foi uma "armação para prejudicá-lo".

Seguindo o padrão dos ataques anteriores, a locução foi feita no final do programa, num fundo diferente do restante da propaganda eleitoral.

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Diz o locutor: "Mais uma vez, adversários de José Serra tentam fazer uma armação para prejudicá-lo. Primeiro, violaram o imposto de renda de pessoas ligadas a Serra. Agora violaram o imposto de renda até da filha dele. É como se alguém usasse a sua senha de banco, vasculhasse a sua conta, invadisse sua casa, revirasse suas gavetas, só pra te prejudicar."

O programa compara a quebra do sigilo da filha de Serra à quebra do sigilo do caseiro Francenildo Costa.

Vídeo

O locutor leu trecho da coluna de Dora Kramer publicada hoje (2) no jornal "O Estado de S. Paulo", na qual a jornalista diz: "A história está ficando parecida com a quebra do sigilo do caseiro Francenildo, quando para encobrir um malfeito se cometeu outro e depois se tentou incriminar a vítima".

Outro trecho lido da coluna afirma que "quanto mais o governo tenta esconder, mais claro fica o motivo da quebra do sigilo".

O programa termina com a declaração de um homem sem identificação: "É um absurdo que isso esteja acontecendo num país que se diz democrático".

Nos demais trechos, Serra mostrou programas de habitação popular do governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo. A propaganda tucana afirmou que 90% das casas populares construídas pela administração do PSDB foram para famílias que ganham até três salários mínimos, faixa da população onde o Minha Casa, Minha Vida, bandeira de Dilma, tem seu pior desempenho.

O programa da candidata do PT, Dilma Rousseff, dedicou atenção especial às mulheres, "predestinadas a vencer", segundo o jingle de abertura.

A propaganda ressaltou os postos de destaque ocupados ao longo da trajetória política da petista, como a primeira mulher a chefiar o Ministério da Casa Civil e a participar do conselho de administração da Petrobras, entre outros.

O programa também comemorou os números da economia no primeiro trimestre --9% de crescimento em relação a igual período do ano passado-- ,o segundo maior do mundo entre as principais economias, segundo a locução, que afirmou ainda que o Brasil foi o último país a entrar na crise e o primeiro a sair dela.

Disse ainda que o país saldou a dívida com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e que agora é o fundo quem pede dinheiro ao Brasil.

O programa de Dilma também elencou conquistas atribuídas ao governo Lula, como os reajustes do salário mínimo acima da inflação, o Bolsa Família, a geração de 14 milhões de empregos e o PAC.

Editoria de Arte/Folhapress
 

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