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15/10/2010 - 10h31

Verdes criticam revisão de plano de Marina para Amazônia

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FLÁVIA FOREQUE
CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA

Ambientalistas ligados à campanha de Marina Silva rechaçaram a proposta da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos) de rever o PAS (Plano Amazônia Sustentável), principal legado da gestão da verde à frente do Ministério do Meio Ambiente.

O coordenador da campanha de Marina, João Paulo Capobianco, qualificou de "trapalhada" o seminário organizado pela SAE para colher subsídios técnicos para a revisão do plano, como a Folha revelou ontem.

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"O PAS era uma orientação geral. Ele tinha de ser traduzido em ações de governo, mas em vez disso resolveram fazer uma discussão conceitual", afirmou.

"É um equívoco, porque o marco conceitual já foi aprovado pelo presidente", disse.

Capobianco disse não achar que o objetivo do governo seja desvirtuar o PAS. "Mas você não chama a imprensa para dizer que quer discutir um assunto", continuou. "Não é o momento, não porque seja eleição, mas porque é final de governo."

Ex-candidato do PV ao governo de São Paulo, Fábio Feldmann disse que o seminário foi "inoportuno". "Todo mundo querendo casar com a Marina e o pessoal vai lá e fala isso".

A mesma opinião foi expressada pelo deputado federal Sarney Filho (PV-MA). Ele afirmou que a discussão está "contaminada" pelo debate do segundo turno.

O deputado argumentou, porém, que a decisão foi tomada no âmbito do governo, e nada tem a ver com a posição de Dilma Rousseff (PT).

"No mínimo, é uma prova de que as coisas não estão concatenadas. A candidata Dilma está estudando as propostas para que a gente possa ter um diálogo", disse o parlamentar, defensor do apoio do PV à petista.

Na semana passada, o PV encaminhou a Dilma e Serra (PSDB) documento com propostas que gostaria de ver nos programa de governo.

Concebido pela equipe de Marina para guiar as políticas para a Amazônia, o PAS acabou sendo o estopim da saída dela do governo.

Em seu lançamento, em maio de 2008, o presidente Lula decidiu entregar a gestão do plano à SAE, então chefiada por Mangabeira Unger. Lula alegou que Marina não era isenta para geri-lo. A SAE, porém, nunca tirou o PAS do papel.

Anteontem, no seminário em Brasília, o secretário-executivo da SAE, Luiz Alfredo Salomão, disse que o PAS precisava ser revisto por ter "lacunas" em pontos como defesa e mineração.

 

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