Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
29/10/2010 - 23h29

Dilma e Serra sustentam tom ameno e fazem críticas leves em debate na TV

Publicidade

 

DE SÃO PAULO

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) sustentaram um tom ameno no segundo bloco de debate da TV Globo, no qual trataram de saneamento, educação, questões trabalhistas e saúde.

Serra fez críticas leves ao governo federal em alguns dos temas. Dilma evitou rebater e disse que é preciso reconhecer o que precisa ser melhorado.

Presidenciáveis se ignoram em debate da Globo e centram falas em propostas
Serra e Dilma partem para ataques indiretos sobre corrupção em debate da Globo
Veja os comentários ao vivo dos jornalistas da Folha
Vote: quem ganhou o debate?
Confira galeria de imagens

Vanderlei Almeida/AFP

Na pergunta mais dura até agora, a eleitora indecisa disse que ambos mostram uma saúde de qualidade no programa eleitoral, e afirmou que, no entanto, a população é "tratada como lixo" e "sofre como animais" nas filas de hospitais.

O tucano afirmou que o governo encolheu "em seis ou sete" pontos percentuais as verbas para a saúde. A candidata petista disse que o Brasil tem "um problema sério de qualidade da saúde".

"Se a gente não reconhecer, não melhora", disse Dilma, que disse assumir um compromisso de jogar o "peso" do governo federal na qualidade da prestação dos recursos para Estados e Municípios.

Os dois candidatos voltaram a propor a criação de policlínicas especializadas.

EDUCAÇÃO

Quando o tema foi a educação, Serra também cutucou o governo federal, quando afirmou que "muitos Estados e municípios não estão pagando nem o piso" para os professores da rede pública porque o "governo federal havia se comprometido a pagar a diferença e não está pagando".

O presidenciável tucano voltou a propor um pacto nacional pela educação, "acima das disputas políticas e eleitorais".

"Temos que ter um entendimento que passe por cima dos partidos, de sindicatos", afirmou.

Dilma também insistiu na valorização salarial e na formação continuada dos professores. Nesta questão, cutucou o tucano, acusado por petistas de tratar professores com violência.

"Se não houver pagamento digno para professores, não há como ter qualidade da educação. Precisa ganhar bem e ter formação continuada. Não se pode tratar professor com cacetete ou interromper o diálogo. O diálogo é fundamental no respeito à essa profissão."

SANEAMENTO

Questionada sobre suas prioridades na área de saneamento, Dilma tratou de problemas decorrentes de enchentes e investiu na área da habitação, quando citou o programa Minha Casa Minha Vida.

"Tenho um compromisso que é resolver de uma vez por todas uma das questões mais graves que é a das enchentes, principalmente nas regiões metropolitanas.
Ao longo da história, o governo federal e os governos estaduais não investiam em habitação e as pessoas buscaram lugares de risco. Quando chove muito, as pessoas perdem seus bens, perdem até sua casa, muitas vezes. Fizemos um programa de habitação. Vou fazer mais 2 milhões de moradias para evitar esse problema que coloca as pessoas em áreas de risco".

Serra preferiu tratar do saneamento como um problema de saúde pública e da Defesa Civil.

"Quando fui ministro da Saúde investimos R$ 2,5 bilhões nos municípios mais carentes, a fundo perdido pra poder diminuir a mortalidade infantil. Nas grandes cidades tem que investir e muito. Hoje o que está acontecendo é que as tragédias vão se multiplicar. Precisa ter uma força nacional de defesa civil, que chegue com rapidez pra ajudar Estados e municípios".

O tucano disse ainda que o governo federal aumentou impostos sobre saneamento.

QUESTÕES TRABALHISTAS

Os dois candidatos concordaram com a necessidade de se desonerar a folha de salários de modo a que o país possa gerar mais empregos.

Dilma se comprometeu com uma reforma tributária que possa fazê-lo.

Na matéria, Serra adotou tom mais cauteloso.

"Isso pra ser modificado não é simples. Temos que ser muito responsáveis. Vai tirar o Fundo de Garantia [FGTS]? A contribuição pro INSS? Não é moleza isso. Porque você não pode perder receita".

 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade