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Dilma e Serra sustentam tom ameno e fazem críticas leves em debate na TV
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DE SÃO PAULO
Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) sustentaram um tom ameno no segundo bloco de debate da TV Globo, no qual trataram de saneamento, educação, questões trabalhistas e saúde.
Serra fez críticas leves ao governo federal em alguns dos temas. Dilma evitou rebater e disse que é preciso reconhecer o que precisa ser melhorado.
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| Vanderlei Almeida/AFP |
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Na pergunta mais dura até agora, a eleitora indecisa disse que ambos mostram uma saúde de qualidade no programa eleitoral, e afirmou que, no entanto, a população é "tratada como lixo" e "sofre como animais" nas filas de hospitais.
O tucano afirmou que o governo encolheu "em seis ou sete" pontos percentuais as verbas para a saúde. A candidata petista disse que o Brasil tem "um problema sério de qualidade da saúde".
"Se a gente não reconhecer, não melhora", disse Dilma, que disse assumir um compromisso de jogar o "peso" do governo federal na qualidade da prestação dos recursos para Estados e Municípios.
Os dois candidatos voltaram a propor a criação de policlínicas especializadas.
EDUCAÇÃO
Quando o tema foi a educação, Serra também cutucou o governo federal, quando afirmou que "muitos Estados e municípios não estão pagando nem o piso" para os professores da rede pública porque o "governo federal havia se comprometido a pagar a diferença e não está pagando".
O presidenciável tucano voltou a propor um pacto nacional pela educação, "acima das disputas políticas e eleitorais".
"Temos que ter um entendimento que passe por cima dos partidos, de sindicatos", afirmou.
Dilma também insistiu na valorização salarial e na formação continuada dos professores. Nesta questão, cutucou o tucano, acusado por petistas de tratar professores com violência.
"Se não houver pagamento digno para professores, não há como ter qualidade da educação. Precisa ganhar bem e ter formação continuada. Não se pode tratar professor com cacetete ou interromper o diálogo. O diálogo é fundamental no respeito à essa profissão."
SANEAMENTO
Questionada sobre suas prioridades na área de saneamento, Dilma tratou de problemas decorrentes de enchentes e investiu na área da habitação, quando citou o programa Minha Casa Minha Vida.
"Tenho um compromisso que é resolver de uma vez por todas uma das questões mais graves que é a das enchentes, principalmente nas regiões metropolitanas.
Ao longo da história, o governo federal e os governos estaduais não investiam em habitação e as pessoas buscaram lugares de risco. Quando chove muito, as pessoas perdem seus bens, perdem até sua casa, muitas vezes. Fizemos um programa de habitação. Vou fazer mais 2 milhões de moradias para evitar esse problema que coloca as pessoas em áreas de risco".
Serra preferiu tratar do saneamento como um problema de saúde pública e da Defesa Civil.
"Quando fui ministro da Saúde investimos R$ 2,5 bilhões nos municípios mais carentes, a fundo perdido pra poder diminuir a mortalidade infantil. Nas grandes cidades tem que investir e muito. Hoje o que está acontecendo é que as tragédias vão se multiplicar. Precisa ter uma força nacional de defesa civil, que chegue com rapidez pra ajudar Estados e municípios".
O tucano disse ainda que o governo federal aumentou impostos sobre saneamento.
QUESTÕES TRABALHISTAS
Os dois candidatos concordaram com a necessidade de se desonerar a folha de salários de modo a que o país possa gerar mais empregos.
Dilma se comprometeu com uma reforma tributária que possa fazê-lo.
Na matéria, Serra adotou tom mais cauteloso.
"Isso pra ser modificado não é simples. Temos que ser muito responsáveis. Vai tirar o Fundo de Garantia [FGTS]? A contribuição pro INSS? Não é moleza isso. Porque você não pode perder receita".
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