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09/11/2010 - 12h40

Mercadante reaparece no Senado para receber homenagens

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GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA

Derrotado na disputa pelo governo de São Paulo, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) reapareceu nesta quinta-feira no Senado para receber homenagens depois de manter-se afastado da Casa nas últimas semanas. Senadores governistas e da oposição transformaram a sessão da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) em um ato de desagravo ao petista --que incluiu sua foto na galeria dos ex-presidentes da comissão (cargo que ocupou entre 2007 e 2008).

Ao lado da economista Maria da Conceição Tavares, Mercadante emocionou-se depois de ouvir sucessivos discursos sobre a sua dose de "sacrifício" ao optar pelo governo de São Paulo nas eleições de outubro --o que lhe deixou sem mandato nos próximos quatro anos.

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"Ele foi para o sacrifício, este ano todo mundo sabia que o Mercadante se elegeria senador. Estou segura de que, ao fazer isto, ele deu sua contribuição para que a Dilma perdesse por muito pouco [em São Paulo]. Não foram os nordestinos que deram a vitória à nossa presidente, foi o Sudeste", disse Tavares.

Os parlamentares, inclusive da oposição, defenderam que a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), encaixe Mercadante em um de seus ministérios. "Tenho certeza que Vossa Excelência tem competência para ocupar qualquer ministério, não só da área econômica, mas também política", disse o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

Aliado de Mercadante, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que o petista fez um gesto digno dos "grandes homens" ao abrir mão de sua reeleição ao Senado. "Não consigo não vê-lo aqui em Brasília em algum ministério. Estou convencido de que Vossa Excelência continuará em Brasília defendendo o Brasil."

Mercadante foi derrotado por Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno das eleições de São Paulo. Para o Senado, foram eleitos por São Paulo a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e o ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

O Senado renova em 2011 dois terços de suas cadeiras, mas figuras como Mercadante, Arthur Virgílio (PSDB-AM), Marco Maciel (DEM-PE) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) não conseguiram votos para permanecerem na Casa. Todos ficarão sem mandato a partir de fevereiro do ano que vem.

 

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