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PC do B apresenta fatura do apoio e expectativas por ministérios ao PT
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MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
Preocupado em ampliar seu espaço no governo Dilma, o PC do B apresentou nesta terça-feira ao presidente do PT e integrante do governo de transição, José Eduardo Dutra, a fatura do apoio nos oito anos do governo Lula e suas expectativas em relação a composição dos ministérios da petista.
O partido também entregou uma carta com sugestões de medidas para serem adotadas pela presidente eleita, Dilma Rousseff, com relação a políticas de salário mínimo, saúde e jornada de trabalho.
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Atualmente, o PC do B conta com Orlando Silva no ministério dos Esportes, além de cargos na ANP (Agência Nacional do Petróleo) e na Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Há interesse ainda em áreas ligadas aos movimentos sociais, como as secretarias de Mulheres, Juventude ou Igualdade Racial, além de Cultura e Ciência e Tecnologia.
Segundo o presidente do PC do B, Renato Rabelo, o partido espera reconhecimento pelo apoio durante o governo Lula. Rabelo lembrou indiretamente o episódio do mensalão (esquema de pagamento de propina a parlamentares).
"O problema não é que a gente não abre mão. É que o PC do B, como responsabilidade de governo, cumpriu o seu papel e ela [Dilma] é que vai ter que levar em conta isso. E não é de agora, o primeiro governo Lula, no momento mais difícil de crise, o PC do B deu a sua contribuição com Aldo Rebelo. Então, nós demos a nossa contribuição", disse..
Rabelo afirmou que não haverá pressão do partido nem mesmo para a manutenção de Orlando Silva. Ele disse, no entanto, que seria um movimento natural porque o PC do B foi responsável pela pasta nos dois mandatos do presidente Lula.
"Não chegamos para pedir a permanência de nenhum ministro. Isso cabe à presidente. Apresentamos a nossa contribuição, a experiência e os resultados. Ela quem vai aferir os quadros para verificar a permanência e até mesmo novos nomes", disse.
Em relação a carta, o presidente do PC do B adiantou apenas que é preciso colocar em prática um "programa imediato" de políticas sócio-econômicas e na área de saúde.
"O PC do B, na formação do governo, sempre parte da ideia de que é necessário plataformas, programa e objetivos políticos. Não pensamos em participar sem ter uma definição mínima do governo. Na fase atual, para um, novo governo, é preciso um programa imediato, de questões candentes", disse.
Para o presidente do PC do B, a recriação da CPMF, o chamado imposto do cheque não seria a melhor solução para mais investimentos na saúde. Ele defendeu ainda um aumento maior para o salário mínimo além da inflação, tendo em vista que o PIB de 2008 foi próximo de zero.
Rabelo disse ainda esperar adoção a curto prazo de medidas mais protecionistas na economia para diminuir os efeitos da guerra cambial entre China e Estados Unidos.
"Uma ação sobre o capital especulativo é necessária, ou seja, é necessária uma quarentena, por exemplo. Agora, se entra, pode sair na semana posterior, aproveitando dos juros muito alto que tem no Brasil. Quem pega dinheiro lá fora com juros baixíssimo, chega aqui com juros altíssimos e ganha. É uma arbitragem totalmente desfavorável pra nós. Pode ser uma coisa do governo de transição", afirmou.
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