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09/11/2010 - 18h19

Padilha diz que nenhum ministro do governo Lula é 'dono' da pasta

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GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA

Em meio à pressão de partidos aliados para aumentar sua participação no governo de Dilma Rousseff (PT), o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) disse nesta terça-feira que nenhum atual ministro ou partido político é "dono" de sua pasta.

Segundo Padilha, Dilma vai garantir a continuidade do governo Lula, mas montará uma equipe com a "sua cara".

"O que todo mundo tem que saber é: o baralho mudou de mãos. Acabou a rodada, agora o baralho está na mão da presidente eleita, está misturando as cartas, nenhum ministro e nenhum partido é dono do ministério que ocupa."

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Padilha disse que Dilma, ao optar por um governo de continuidade, não quer sinalizar que vai manter os atuais titulares do primeiro escalão. "Certamente será um governo de continuidade política, mas isso não significa que as mesmas pessoas continuam. A presidente eleita tem seu tempo. As mulheres de forma muito especial tem seu tempo, são mais cuidadosas, mais tranqüilas para tomar decisões."

ORÇAMENTO

Durante visita ao Congresso Nacional, Padilha defendeu a aprovação do Orçamento da União de 2011 até o final deste ano. Apesar do presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), ter admitido convocar a Casa durante o recesso parlamentar do final do ano para discutir o Orçamento, Padilha disse que a presidente eleita deve começar o novo governo com uma proposta orçamentária em mãos.

"Nós queremos votar o Orçamento este ano. Queremos entregar para a presidente eleita o Brasil do jeito que está, ajustado, pronto para continuar crescendo. Mas um orçamento responsável", disse.

O ministro afirmou que o governo "não vai permitir" mudanças na proposta orçamentária que coloquem em risco as contas públicas. "Acredito que o Congresso vai nos ajudar na gestão fiscal do Orçamento. Vamos concluir a votação até o dia 22 de dezembro, mantendo investimentos da presidente eleita nas suas prioridades."

Sobre o aumento do salário mínimo para R$ 580, reivindicação das centrais sindicais, Padilha disse que o governo trabalha para elevar "ao máximo" os atuais R$ 510 do mínimo. "É uma decisão que o presidente quer tomar junto com a presidente eleita Dilma. O valor inicial era de R$ 538. Vamos chegar a um bom valor para recuperar o poder de compra do mínimo, e também que cumpra a responsabilidade fiscal."

 

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