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Executiva do DEM diz que descarta possibilidade de fusão
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GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA
Atualizado às 20h03.
O DEM descartou nesta terça-feira a fusão do partido com o PMDB ou o PP, articulada por setores da legenda depois do mau desempenho da sigla nas eleições de outubro.
Em decisão tomada pela executiva nacional, os democratas decidiram permanecer na oposição e fixaram um prazo para que o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) apresente até dezembro um "plano de revitalização" do DEM --numa estratégia para tentar antecipar sua saída do comando do partido.
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Parte da executiva defende que o DEM realize novas eleições para a presidência da sigla antes de outubro, quando terminam os prazos de filiações para as eleições municipais.
A Folha apurou que parte dos democratas decidiu pressioná-lo depois que Maia prorrogou seu mandato, que terminaria em dezembro, até o final de 2011. Ele está no cargo desde 2007.
"Na minha cabeça, esse processo de revitalização passa por antecipar as eleições nos três níveis [municipal, estadual e federal] dentro do partido", disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
Maia não participou do encontro porque está em Washington (EUA) acompanhado de uma delegação de deputados federais.
Por telefone, ele disse à Folha que a participou das negociações para a reunião da executiva, mas que a revitalização não passa necessariamente pela troca no comando do DEM.
"Pode estar na cabeça de um ou de outro querer antecipar esse processo, mas não há deliberação sobre antecipação. Na convenção, quem quiser disputar que dispute."
Ex-presidente do DEM, Jorge Bornhausen disse que o momento é de mudanças para que a sigla possa se renovar a tempo de disputar com peso as eleições municipais de 2012.
"Temos que fazer o dever de casa onde ele não foi feito. Quando dissolvemos diretórios regionais em 2007, eram para novos serem formados. Mas nem todos fizeram. Continuamos a ter no partido setores cartoriais que existem até hoje."
A estratégia do DEM é aumentar o número de candidatos em 2012 para que a legenda tenha maior capilaridade no país.
FUSÃO
Sobre a possibilidade do DEM se fundir a outro partido, Maia disse que a reunião da executiva "extirpou o câncer" da possibilidade do DEM se unir a outra sigla. "A tese da fusão foi rechaçada por unanimidade. Isso fortalece o partido. Como seria possível convidar alguém para ir para um partido que poderia acabar?", questionou.
A fusão vinha sendo articulada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que também consultou aliados sobre a hipótese de filiação ao PMDB --como alternativa para disputar o governo do Estado em 2014.
Borhnausen disse que a discussão sobre a fusão está "sepultada" uma vez que não chegou a existir formalmente. "Ele [Kassab] está absolutamente integrado. Estão todos imbuídos no mesmo sentimento de revitalização."
Em nota, o presidente em exercício do partido, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou que a decisão da executiva é permanecer como um partido de oposição ao governo. "Tão legítimo quanto o exercício do governo é o exercício da oposição. Um país sem espaço para o contraditório não é democrático."
Maia tem até o dia 8 de dezembro para apresentar o plano de revitalização do partido, data em que a executiva nacional do DEM volta a se reunir.
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