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24/11/2010 - 16h56

Mantega coloca combate à pobreza como prioridade e defende aperto nos gastos

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SHEILA D'AMORIM
MÁRIO SÉRGIO LIMA
RANIER BRAGON
NATUZA NERY
DE BRASÍLIA

Na sua primeira exposição público como ministro do novo governo, Guido Mantega (Fazenda) enfatizou a necessidade de corte de gastos de custeio e, pela primeira vez, colocou como prioridade da política econômica a geração de emprego.

Até então, a equipe econômica sempre enfatizou que não era possível buscar vários objetivos. Daí a opção pelo controle da inflação que traria, na esteira, o crescimento e mais empregos. Hoje, Mantega foi direto.

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Alan Marques/Folhapress
Futuros ministros da equipe econômica do governo Dilma Rousseff dão entrevista no escritório de transição em Brasília
Futuros ministros da equipe econômica do governo Dilma Rousseff dão entrevista no escritório de transição em Brasília

"A geração de emprego é uma das prioridades máximas da política econômica", disse. O ministro ressaltou ainda que isso será perseguido com mais crescimento e sem aumento do endividamento público.

Para tentar afastar as dúvidas sobre a postura fiscal no próximo governo, Mantega disse que vai reduzir da dívida pública de 41% do PIB para 30% do PIB, em 2014 e enfatizou que, depois do aumento dos gastos nos últimos anos, "2011 será um a no de recuperação fiscal com corte de gastos de custeio para aumentar a poupança pública".

Nesse linha, avisou que o BNDES receberá menos recursos e que os financiamentos necessários terão que ser supridos pelo setor privado. Nos últimos meses, o BNDES recebeu aporte de mais de R$ 180 bilhões.

Para controlar as contas públicas, Mantega citou como fundamental que não sejam aprovados projetos em tramitação no Congresso, entre eles a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 300, que eleva salários na área de segurança pública. Segundo o ministro, isso representaria aumento de gastos de R$ 46 bi para União, Estados e municípios.

Além disso, Mantega citou aumento do Judiciário, reajuste de aposentados que ganham mais do que dois salários mínimos, aumento do salário mínimo acima dos R$ 540 negociados pelo governo e recomposição salarial dos funcionários públicos federais.

Mantega deu entrevista no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), ao lado de Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central), que compõem a equipe econômica da presidente eleita, Dilma Rousseff.

 

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