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Aumento aprovado pelo Congresso poderá custar R$ 1,8 bilhão para cidades
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DANIEL RONCAGLIA
DE SÃO PAULO
As cidades poderão sofrer um impacto de até R$ 1,8 bilhão nas suas contas por causa do aumento no salário dos deputados, senadores, ministros e presidente, segundo cálculos da CNM (Confederação Nacional de Municípios).
Câmara aprova aumento de salário do Executivo e Legislativo para R$ 26,7 mil
Em votação relâmpago, Senado aprova aumento de salários no Legislativo e Executivo
A entidade lembra, no entanto, que o aumento do teto salarial das Câmaras dos Vereadores só acontecerá na próxima legislatura, que será eleita em 2012. A lei proíbe o aumento no salário dos parlamentares na própria legislatura.
Nesta quarta-feira, a Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram para R$ 26,7 mil o reajuste do subsídio no Legislativo e no Executivo.
Pelo texto aprovado, os deputados e senadores terão um aumento de 61,8%, uma vez que recebem atualmente R$ 16,5 mil, além dos benefícios. No caso do presidente da República e do vice, que recebem atualmente R$ 11,4 mil, o reajuste será de 133,9%. O aumento dos ministros será maior ainda, pois eles recebem R$ 10,7 mil.
Os parlamentares, o presidente, o vice e os ministros estão sem reajuste desde 2007. A inflação no período, porém, foi inferior a 20%.
A proposta entrou em pauta de surpresa e foi aprovada em votações relâmpagos.
EFEITO CASCATA
A CNM lembra que a Constituição limita o salário dos deputados estaduais em 75% do recebido na Câmara dos Deputados.
Apenas no Rio Grande do Sul, o salário é menor --94% do teto.
Com isso, os estaduais poderão subir o subsídio de R$ 12.375 para R$ 20.025.
Na Assembleias Legislativas, esse reajuste pode significar um impacto de até R$ 128,7 milhões por ano.
A confederação diz também que os salários dos vereadores são vinculados aos dos deputados estaduais.
O teto nas Câmaras dos Vereadores varia de 20% a 75% dependendo do tamanho da cidade.
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