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22/12/2010 - 16h07

Em sua última viagem ao RS, Lula atribui à burocracia demora em obras do governo

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GRACILIANO ROCHA
ENVIADO ESPECIAL A OSÓRIO (RS)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu à sua "teimosia" a continuidade de obras e voltou a criticar impasses burocráticos que atrasam a execução de ações de governo.

Em sua última viagem ao Rio Grande do Sul antes de deixar o cargo, Lula inaugurou a duplicação de 89 km da BR-101, entre Osório (RS) e a divisa com Santa Catarina. A obra levou seis anos para ficar pronta --dois a mais do que o previsto.

"Neste país você tem um prefeito, um governo estadual e um governo federal querendo fazer uma obra e tem 300 coisas para evitar que ela aconteça", discursou o petista. "Se não é a nossa teimosia, a gente não faz."

No caso da obra inaugurada hoje, o atraso deveu-se às demandas de uma comunidade quilombola vizinha, problemas para licenciamento ambiental e a problemas de engenharia --como a geologia de um morro onde foi perfurado um túnel previsto no projeto.

Lula ironizou a burocracia ao mencionar que a obra de transposição do rio São Francisco sofreu atrasou porque "uma antropóloga achou uma pedra parecida com um machadinho indígena".

Após percorrer o 1,8 km do túnel a pé, o presidente se gabou de ter feito a caminhada em "um ritmo a la Ronaldão", alusão ao atacante do Corinthians.

Na sua despedida no RS, Lula disse que já está desacelerando, enquanto a sucessora, Dilma Rousseff, "está esquentando o motor dela".

Em tom de brincadeira, o presidente afirmou que a ex-ministra-chefe da Casa Civil, que tem no RS seu berço político, buscou privilegiar o Estado em relação aos demais na execução do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

 

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