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25/01/2011 - 08h55

PSDB escala publicitário envolvido em escândalo em Minas

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CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO

Publicitário escalado para a produção do programa nacional do PSDB, Eduardo Pereira Guedes Neto é um dos 11 réus do esquema batizado de mensalão mineiro.

Secretário-adjunto do governo tucano de Eduardo Azeredo (1995-1998), Guedes é acusado de viabilizar, em 1998, transferência de recursos da Comig (Companhia Mineradora de MG) e da Copasa (Companhia de Saneamento de MG) para a SMPB --agência do publicitário Marcos Valério-- para patrocínio de evento sem licitação.

Réu desde fevereiro de 2010, Guedes foi convocado às pressas pela sigla. Afastado após a eleição do ano passado, o jornalista Luiz Gonzalez não foi chamado para a produção do programa.

Apesar do problema na Justiça, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), elogia o trabalho de Guedes. "Volta e meia, alguém lembra [o envolvimento no caso]. Mas Guedes é muito correto, profissional", reagiu.

SERRA x AÉCIO

Esse está longe de ser o único problema que o PSDB enfrenta no programa. Está previsto que a veiculação seja em 3 de fevereiro.

Além da pressa --não conseguiu adiar a exibição para junho--, Guerra tenta conciliar serristas e aecistas.

Para evitar crise, nenhum deles deverá falar durante os dez minutos de programa.

Serra será citado pelo volume de votos obtido na corrida presidencial. Ele voltará à cena no momento de exaltação das administrações do PSDB no Sudeste.

Aécio será citado por sua gestão em Minas. Mas apenas Guerra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deverão falar no programa.

Colaborou RODRIGO VIZEU, de São Paulo

 

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