Publicidade
Publicidade
Comissão do Senado aprova fim da reeleição e mandato de 5 anos
Publicidade
GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA
A Comissão de Reforma Política do Senado aprovou nesta quinta-feira o fim da reeleição no país, com a ampliação dos mandatos no Poder Executivo para cinco anos --que valeria para presidente da República, governadores e prefeitos.
Se for aprovada pelo Congresso como na comissão, a regra não valerá para quem já ocupa cargos de comando no Executivo, como a presidente Dilma Rousseff --que continuaria tendo direito a disputar a reeleição daqui a quatro anos.
A mudança entraria em vigor para os eleitos em 2014, o que atingiria a petista somente se ela fosse reeleita para um segundo mandato.
Os senadores também decidiram manter o sistema do voto obrigatório no país, mesmo com parte da comissão favorável ao voto facultativo. "Temo o risco de termos governantes eleitos por uma minoria pouco expressiva. Em momentos de crise, isso pode gerar instabilidade", disse o senador Aécio Neves (PSDB-MG).
A comissão vai apresentar somente no dia 5 de abril o relatório final com todas as suas decisões, mas até lá vai discutir quatro temas da reforma por semana --com decisões parciais a respeito de cada um.
Apenas dois senadores se declararam favoráveis à manutenção da reeleição no Poder Executivo: Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Francisco Dornelles (PP-RJ). Outros doze senadores foram contrários à manutenção do modelo atual, em que os chefes dos Executivos assumem mandatos de quatro anos, com a possibilidade de reeleição.
"A reeleição é um instituto pouco republicano. Na época em que foi votada, fiquei extremamente preocupado. Participar da eleição com alguém com a máquina e a caneta cheia de tinta é muito complicado", disse o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), ex-presidente da República.
Também ex-presidente, o senador Itamar Franco (PPS-MG) disse que Fernando Henrique Cardoso (PSDB) "impôs" a reeleição ao país em 1997 enquanto estava na Presidência da República para benefício próprio. "Ele não teve nem o cuidado de dizer que seria depois do seu mandato", afirmou.
VOTO OBRIGATÓRIO
Favorável à reeleição, Ferreira disse que o cidadão tem o direito de manter no poder um dirigente que faz um bom trabalho. "Se o cidadão está feliz com a condução do governo, por que não dar a ele o direito de exercer essa preferência", questionou o tucano.
O voto facultativo teve o apoio de apenas três senadores: Demóstenes Torres (DEM-GO), Itamar Franco e Francisco Dornelles.
Sobre a manutenção do voto obrigatório, o senador Humberto Costa (PT-PE) disse que o poderio econômico pode agir para cooptar eleitores mesmo se o voto for facultativo no país.
"Alguém ia aparecer para alguém votar ou para alguém não votar. Os que não querem exercer o direito do voto já podem hoje votar nulo ou em branco."
+ Canais
- Acompanhe o dia a dia de Dilma em mapa especial
- Acompanhe a Folha Poder no Twitter
- Comente reportagens em nossa página no Facebook
- Blog Presidente 40: Notícias, análises e bastidores da política
+ Notícias em Poder
- PT quer Lula no debate de propostas à reforma política
- Governo quer 85% das cidades com rádio comunitária
- Ministra nega 'cisão' com militares por Comissão da Verdade
- Simon defende investigações sobre desaparecidos no regime militar
- Exército retira celebração de data de início da ditadura
- Unesco vê anomalia em concessões de rádio e TV
- Especialista em geopolítica tenta prever os próximos dez anos
- Relembre Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo
- 'Bota o retrato do velho outra vez'; chega nova biografia de Getúlio
- Ex-delegado do Dops dá nome aos bois
- Covardia é o pior dos vícios, diz Pondé
- Marqueteiro revela bastidores das relações entre política e mídia
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Lula propôs ajuda em CPI para adiar mensalão, diz Gilmar Mendes
- Thomaz Bastos diz que deixa julgamento moral à 'vingança de Deus'
- Governo multiplica gasto para tentar aquecer economia
- STJ nega pedido de Procuradoria para processar réus do mensalão
- Ala do PSB resiste a Haddad e ameaça vaiar petista em evento
+ Comentadas
- Lula propôs ajuda em CPI para adiar mensalão, diz Gilmar Mendes
- Direção do DEM anuncia que vai ao STF contra decisão sobre Código
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.








Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV