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Após caso de nepotismo, governo de GO exonera comissionados
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NATÁLIA CANCIAN
MARÍLIA ROCHA
DE SÃO PAULO
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), disse que vai exonerar todos os 7.000 ocupantes de cargos comissionados (de preenchimento sem concurso) do Estado como forma de tentar conter o nepotismo.
A medida foi tomada após o jornal "O Popular" publicar reportagem afirmando que o governo emprega 14 parentes de secretários e de membros do segundo escalão.
A recontratação dos servidores deve obedecer a um decreto que estabelece regras contra o nepotismo, publicado no Diário Oficial na última quinta-feira.
A posse de novos servidores, nomeados em cargos comissionados, também foi suspensa pela Casa Civil.
"Estou só esperando o decreto para assinar e efetuar as exonerações, que devem ser feitas em todas as secretarias", disse Perillo à Folha.
Ele ressalta, no entanto, que as exonerações não devem ser feitas de uma só vez, mas efetuadas em sequência a cada secretaria.
Segundo o governador --que disse ter ficado sabendo há 20 dias, pelo Twitter, dos casos de nepotismo-- a ideia é fazer com que os 7.000 funcionários tenham seus contratos reavaliados por uma espécie de "comissão antinepotismo", responsável por avaliar se os contratados têm parentes no cargo.
Curiosamente, dois nomes ligados à comissão são secretários que tiveram parentes nomeados para cargos no Estado: o chefe da Controladoria Geral, José Carlos Siqueira --que tinha uma sobrinha na Secretaria de Planejamento-- e o secretário da Casa Civil, Vilmar Rocha-- que teve uma irmã nomeada em janeiro para um cargo na Secretaria de Gestão.
Siqueira não foi encontrado para comentar o caso. Rocha disse que a irmã foi nomeada, mas não chegou a assumir nem a receber, e que um irmão está escalado para um cargo que depende de aval do Banco Central para a efetivação.
O governador disse que a presença de ambos na comissão não prejudica o trabalho, porque as providências já foram tomadas.
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