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30/03/2011 - 13h39

Dirceu diz ter perdido 'quase um pai' com a morte de Alencar

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BRENO COSTA
DE BRASÍLIA

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, pivô do escândalo do mensalão, afirmou hoje que perdeu "quase um pai" com a morte de José Alencar. Segundo Dirceu, o vice-presidente o "amparava e protegia" após a revelação do escândalo.

"Como disse o Lula, ele perdeu um irmão. Eu perdi quase um pai. O José Alencar foi nesses anos difíceis para mim um amigo sempre presente, que me amparava, me protegia, muitas vezes me levantava quando estava em momentos difíceis. Mas viveu uma vida maravilhosa. Valeu a pena a vida que ele viveu, com paixão", afirmou Dirceu, ao sair do velório de Alencar, no Palácio do Planalto.

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Uma das principais vozes da oposição ao longo do governo Lula, apesar de ser de um partido da base governista, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) destacou a postura de Alencar no sentido de divergir do governo quando achava necessário.

"Toda a oposição tem o maior respeito pelo Zé Alencar. Porque até na hora de divergir ele divergiu, na política de juros e na hora de dizer as coisas que estavam erradas ele dizia", disse.

Outro que destacou a independência de José Alencar como vice-presidente foi Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores durante todos os oito anos de governo Lula.

"Ele foi um homem corajoso, lutador, sem medo de dar sua opinião, o que é sempre uma coisa muito importante para quem está no governo", afirmou Amorim.

Ex-ministro da Defesa, Alencar também foi elogiado pelo comandante do Exército, general Enzo Peri, que classificou sua passagem pelo ministério de "excelente". Peri ainda lembrou que Alencar fez 'tiro de guerra' no Exército, quando jovem.

"Nós sentimos profundamente. Era um grande patriota, um grande amigo das Forças Armadas", disse.

 

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