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Rui Falcão nega ajuda de Dirceu na eleição para presidência do PT
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ANA CAROLINA OLIVEIRA
DE BRASÍLIA
O novo presidente eleito do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), negou qualquer ajuda do ex-ministro José Dirceu na sua escolha para o cargo.
Ele disse ainda que a presidente Dilma Rousseff também não se opôs à sua indicação.
Deputado Rui Falcão é eleito presidente do PT até 2013
Renúncia de José Eduardo Dutra é oficial
Dilma apoia Rui Falcão para presidência do PT
Aliado de Dirceu, Rui Falcão deve comandar o PT até 2013
| Sérgio Lima/Folhapress | ||
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| Deputado Rui Falcão após eleição para presidência do PT durante reunião do Diretório Nacional |
"As críticas são comuns, mas elas não são verdadeiras no caso. Primeiro porque não há incompatibilidade com a presidente Dilma. Temos amizade profunda por ela e até já militamos juntos no passado. O companheiro José Dirceu em nenhum momento interferiu no processo eleitoral", afirmou Falcão.
O Diretório Nacional do partido elegeu na tarde desta sexta-feira Rui Falcão para a presidência até 2013.
Ele já ocupava o cargo interinamente desde 22 de março, quando o agora ex-presidente José Eduardo Dutra solicitou licença médica. Dutra renunciou no fim da manhã de hoje.
Rui Falção também disse, após sua eleição, que a volta do ex-tesoureiro Delúbio Soares não está na pauta da reunião de hoje.
"Não está na pauta ainda. Essa questão vai ser objeto de debate e deliberação no Diretório Nacional", afirmou.
Falcão disse que sua gestão tentará unificar o PT. "A minha primeira missão é garantir a unidade do PT e cumprir as tarefas preparatórias para as eleições de 2012 e a realização da reforma política eleitoral", afirmou.
Sobre o papel atual da oposição, o novo presidente do PT disse que os oposicionistas são fundamentais para a sociedade e, por esse motivo, precisam se organizar.
Ele disse ainda que a atualmente a oposição está fragilizada porque as ideias ainda são do passado.
"A gente acha que a oposição é essencial para o funcionamento do regime democrático. E se a oposição está fragilizada hoje é justamente porque num período recente, ela se conduziu por ideias do passado. Quando essas ideias são superadas ou entram em crise, a oposição fica sem projeto, cai em crise e se fragmenta. É isso que nós estamos vivendo hoje", disse.
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