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Justiça nega pedido de trabalho de condenado no caso Dorothy Stang
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FELIPE LUCHETE
DE BELÉM
O Tribunal de Justiça do Pará negou pedido de Rayfran das Neves Sales, preso pela morte da missionária Dorothy Stang, que queria trabalhar em uma academia de condicionamento físico, na função de serviços gerais. Ele cumpre pena em regime semiaberto desde 2010.
O pedido foi negado no dia 13 de abril, mas só foi divulgado ontem. O trabalho seria das 8h às 18h, de segunda a sábado, segundo a Justiça.
Na decisão, o juiz Amarildo José Mazutti argumentou que a Lei de Execução Penal só permite o trabalho de presos em serviços ou obras públicas.
A Justiça afirmou que Mazutti seguiu entendimento do Ministério Público, que havia declarado que a eventual permissão da saída diária transformaria a cadeia em um "albergue".
Na mesma decisão, o juiz liberou Sales para saídas temporárias no Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais, Círio de Nazaré (festa religiosa tradicional) e Natal.
Dorothy Stang foi assassinada em fevereiro de 2005. Ela tinha 73 anos quando foi baleada com seis tiros em uma estrada de terra em Anapu, que fica a 300 quilômetros de Belém, no sudoeste do Pará.
Preso desde à época do crime, Rayfran Sales confessou o crime e foi condenado a 28 anos de reclusão pela morte da missionária.
Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, e Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foram condenados como mandantes. Eles negam.
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