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01/05/2011 - 12h05

Alckmin recebe vaias e aplausos no 1º de Maio da Força

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DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

Atualizado às 12h36.

O governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), foi vaiado na comemoração do 1º de Maio organizada em São Paulo pela Força Sindical e outras quatro centrais --UGT, CGTB, Nova Central e CTB.

O tucano disse que que as vaias partiram de um grupo "pequeno e organizado", ressaltando ter recebido uma "recepção calorosa dos trabalhadores" --no final de seu discurso, ele foi aplaudido.

Ministro diz achar bom que tucanos sintam "cheiro do povo"

Alckmin chegou ao evento ao lado do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Eles minimizaram a crise da oposição e Aécio fez duras críticas ao governo.

Alessandro Shinoda/Folhapress
Geraldo Alckmin discursa ao lado de Paulinho Pereira da Silva (de laranja), no 1º de Maio da Força Sindical
Geraldo Alckmin discursa ao lado de Paulinho Pereira da Silva (de laranja), no 1º de Maio da Força Sindical

"A oposição sairá fortalecida desse processo após o lusco-fusco político. Tenho certeza de que o PSDB sairá maior", afirmou o governador paulista.

Aécio foi mais enfático. Disse que o PSDB deve "parar de olhar para os outros". "É hora de colocar as nossas ideias, combater a inflação, falar sobre o processo de desindustrialização que ameaça o país. O governo é frágil, não toma iniciativas sobre as grandes questões", afirmou.

O senador mineiro disse ainda existir uma supervalorização dos problemas do PSDB, que, segundo ele, todos os partidos enfrentam.

"Como o PT consegue reincorporar alguém como o Delúbio [Soares]? Isso é que deve ser debatido", disse Aécio.

O senador aproveitou a ocasião para se colocar como porta-voz das bandeiras da oposição. Fez uma ironia sobre a decisão da presidente Dilma Rousseff de entregar alguns aeroportos à iniciativa privada. "Bem-vindo, PT, ao maravilhoso mundo das privatizações", afirmou.

Na última sexta-feira (29), Dilma cancelou a sua participação no evento, na avenida Marquês de São Vicente.

Segundo a Polícia Militar, foram à comemoração mais de 1 milhão de pessoas.

O custo estimado pelos organizadores é de até R$ 2,7 milhões.

 

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