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19/05/2011 - 17h13

Jaqueline Roriz terá parte do salário cortado por viagem aos EUA

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DE SÃO PAULO

A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) terá parte do salário cortado por causa de sua ausência durante viagem aos Estados Unidos.

Segunda a Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), não autorizou a viagem.

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Alan Marques - 06.abr.2011/Folhapress
A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) foi filmada aceitando dinheiro do delator do mensalão do DEM
Jaqueline Roriz foi filmada aceitando dinheiro de Barbosa

Ela viajou no sábado para participar do Fórum Permanente das Comunidades Indígenas, da ONU, em Nova York. Sua volta está marcada para o dia 28.

Pelo regimento interno da Câmara, apenas as sessões deliberativas contam para falta. Nesta semana, aconteceram quatro. O desconto é de R$ 800 por sessão em média.

Ontem, membros do Conselho de Ética da Câmara, onde ela responde a processo por quebra de decoro, afirmaram que Jaqueline faltou também a uma audiência na qual faria sua defesa. A assessoria dela diz que a defesa será entregue por escrito.

Jaqueline Roriz responde a processo por ter sido filmada por Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM, recebendo dinheiro de suposta propina.

Segundo a assessoria da deputada, a viagem foi autorizada pelo Conselho de Relações Exteriores no dia 4 de maio.

A Câmara informa, no entanto, que essa autorização não basta. É preciso da assinatura do presidente da Casa.

A deputada afirma que vai recorrer administrativamente aos cortes. No seu entendimento, não houve impedimento legal para a viagem como representante da Câmara.

A assessoria lembra também que a viagem foi paga do próprio bolso e que não houve uma desautorização clara.

Não é a primeira vez que Jaqueline Roriz tem o salário cortado por faltas desde que assumiu em fevereiro.

Em março, quando estourou o escândalo contra ela, os cortes chegaram a mais de R$ 13 mil no salário recebido no mês seguinte, segundo informações da Câmara.

DEFESA

Ontem, o relator do caso, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), afirmou que a deputada deve esperar o último dia de prazo, no final da próxima semana, para apresentar sua defesa.

A defesa dela nega que a viagem é uma estratégia para atrasar o processo. Ainda segundo a assessoria, Jaqueline informou ao Conselho de Ética que não poderia participar da reunião, porque toda a sua defesa será por escrito. Diz também que é seu direito usar todo o prazo regimental para a defesa.

"Seu advogado apresentou, na sexta-feira passada, a justificativa para ela não ir ao Conselho de Ética: sua defesa, já apresentada por escrito, seria reafirmada em outro documento, por escrito. Ou seja, ela não irá prestar nenhum esclarecimento verbal e sim, sempre, por escrito", diz a assessoria.

No começo do mês, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados aprovou parecer do corregedor, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), que pede a cassação da deputada por quebra de decoro parlamentar.

A deputada é acusada também de usar parte do recurso para pagar despesas de uma sala comercial cuja propriedade é do marido, Manoel Neto.

Seu marido foi chamado para se explicar na Comissão de Ética, mas recusou o convite.

 

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