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Operação blindagem de Palocci tem Alvorada como quartel-general
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BRENO COSTA
DE BRASÍLIA
A operação de blindagem do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) teve como quartel-general, nesta quinta-feira (19), o Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente Dilma Rousseff.
O ministro foi chamado pela presidente para discutir a crise gerada no governo a partir da revelação, pela Folha, de que Palocci, quando deputado federal, multiplicou por 20 o seu patrimônio e comprou, em nome da empresa de consultoria Projeto, um apartamento e um escritório no valor de R$ 7,5 milhões.
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Palocci chegou ao Alvorada ainda de manhã e só saiu no início da noite. Junto da presidente, o ministro se reuniu com os colegas Guido Mantega (Fazenda) e José Eduardo Cardozo (Justiça).
A reunião ocorreu durante a tarde, e durou cerca de duas horas. Essa reunião não constou da agenda oficial da presidente.
Depois do encontro, o Ministério da Fazenda divulgou nota oficial para negar que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), subordinado à pasta, tenha comunicado à Polícia Federal que a Projeto tenha feito uma operação financeira suspeita na compra de um imóvel, como afirmou reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", ontem.
Em seguida, foi a vez de a Polícia Federal divulgar nota no mesmo sentido. A PF afirma, no comunicado, que "não há inquérito ou investigação criminal sobre a empresa Projeto" e que a instituição "não solicitou ao Coaf qualquer informação sobre a empresa Projeto".
Desde a revelação do crescimento patrimonial de Palocci pela Folha, o governo vem tentando encerrar a polêmica em torno do ministro.
Ontem, o governo acionou uma tropa de choque de parlamentares da base aliada para barrar qualquer possibilidade de convocação do ministro para prestar esclarecimentos em comissões no Congresso.
Na segunda-feira, a Comissão de Ética Pública e a CGU (Controladoria Geral da União) informaram que não fariam qualquer investigação em relação ao patrimônio do ministro. Na ocasião, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) afirmou que o Planalto considerava o caso "encerrado".
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