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25/05/2011 - 14h08

Alckmin volta a defender Serra à frente de instituto tucano

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DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

Em contraste com outros líderes de seu partido, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, voltou a defender que seu antecessor, José Serra, assuma o ITV (Instituto Teotônio Vilela), ligado ao PSDB.

Lalo de Almeida/Folhapress
Geraldo Alckmin e José Serra, durante inauguração da estação Pinheiros do Metrô
Geraldo Alckmin e José Serra, durante inauguração da estação Pinheiros do Metrô

O cargo é pleiteado pelo ex-governador, mas também é alvo dos desejos de Tasso Jereissati (CE), que não se reelegeu senador.

Este último conta com o apoio do atual presidente da legenda, deputado Sérgio Guerra (PE), e do senador tucano Aécio Neves (MG).

A disputa pelo ITV agravou divergências internas do PSDB, que elegerá no sábado a nova executiva nacional do partido.

"Eu sempre vou trabalhar pela unidade do partido, para que haja espaço para todos", disse Alckmin.

Em seguida, o governador iniciou uma defesa do legado de Serra. "Foi o nosso último candidato à Presidência, levou o PSDB ao segundo turno. É uma liderança importante, que precisa ter espaço", afirmou.

Alckmin fechou a fala dizendo que "a primeira alternativa [para acomodar Serra] é o ITV".

O governador deu as declarações após participar do Biosforum, evento que trata do desenvolvimento sustentavel, e que reuniu, além de Alckmin, os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB).

CONSELHO

Questionado sobre o racha que aflige o tucanato, Perillo disse confiar num acordo até sábado. Ele defende a criação de um conselho político dentro do partido. O organismo seria presidido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e contaria ainda com os ex-candidatos da legenda à Presidência, José Serra e Geraldo Alckmin, além de um representante dos governadores eleitos pela sigla.

A fórmula seria uma opção para acomodar o ex-governador paulista, caso Serra perca a disputa pelo ITV.

"O PSDB não tem histórico de disputa na eleição de seu comando. Acredito que haverá acordo. Algumas questões do meu partido, nem Freud explica", disse Perillo.

 

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