Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
26/05/2011 - 19h28

Convocação de Palocci vira decisão pessoal para bancada religiosa

Publicidade

ARARIPE CASTILHO
DE RIBEIRÃO PRETO

A convocação do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) para prestar explicações sobre a multiplicação de seu patrimônio, revelada pela Folha, deixou de ser ameaça unânime da bancada religiosa ao governo e virou "decisão de foro íntimo" para os cerca de 280 deputados federais evangélicos e católicos.

Veja vídeos que poderiam integrar 'kit gay'
Haddad diz que kit anti-homofobia será refeito
DEM pede devolução dos gastos com kit anti-homofobia
Dilma diz que governo não fará 'propaganda de opções sexuais'
Para estudiosos, vídeos do 'kit gay' mostram menos que novelas
Dilma suspende 'kit gay' após protesto da bancada evangélica
Jean Wyllys pede que comunidade gay não vote mais em Dilma
'Kit gay' era optativo e só para escolas que lidavam com bullying

O afrouxamento na posição dos religiosos quanto à necessidade de Palocci se explicar aconteceu depois que a presidente Dilma Rousseff (PT) suspendeu a distribuição dos materiais do "kit de combate à homofobia nas escolas", do MEC.

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que foi um dos impulsores da campanha de Dilma entre os evangélicos no ano passado, admitiu nesta quinta-feira em Ribeirão Preto (313 km de SP) que o ministro estava na mira dos religiosos como uma "moeda de troca" na disputa contra o ministro da Educação, Fernando Haddad, que prometia a distribuição do kit.

"Naquele momento, todos nós, evangélicos e católicos, tínhamos uma posição firmada sobre isso [convocação de Palocci]", disse. Depois do recuo do governo, segundo Feliciano, o grupo de religiosos já não é mais tão rígido sobre o assunto. "Agora, essa é uma decisão de foro íntimo. Se tivermos de assinar a convocação de Palocci, cada deputado decidirá conforme sua consciência".

UNIÃO

Ontem, os deputados que integram a Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional formalizaram o projeto de decreto legislativo que tenta suspender os efeitos da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), de 5 de maio, que reconhece a estabilidade de uniões homoafetivas.

Agora, dependerá da Mesa Diretora da Câmara definir quando a proposta irá para votação em plenário. Outra medida em articulação na Câmara é a realização de um plebiscito sobre a união civil entre homossexuais. Segundo Feliciano, se organizada, a bancada religiosa terá maioria para aprovar as duas propostas.

 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Voltar ao topo da página