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27/05/2011 - 17h52

Líder sem-terra é assassinado a tiros em Rondônia

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MATHEUS MAGENTA
DE SÃO PAULO

O agricultor Adelino Ramos, líder do MCC (Movimento Camponês Corumbiara), considerado um dos movimentos sociais agrários mais radicais do país, foi morto a tiros na manhã desta sexta-feira (27) em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho.

Segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra), ele informou à Ouvidoria Agrária Nacional, em 2009, que sofria ameaças de morte porque denunciava a ação de madeireiros na região da divisa entre Acre, Amazonas e Rondônia.

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De acordo com informações da Polícia Civil de Rondônia, o agricultor foi morto a tiros por um motociclista enquanto vendia verduras produzidas no acampamento onde vivia. O crime ocorreu por volta das 10h.

Nenhum suspeito foi preso até o momento.

Adelino era um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara, em 1995, que ocorreu durante a desocupação da fazenda Santa Elina. Morreram no conflito dez sem-terra que estavam acampados na fazenda e dois policiais militares.

Jimmy Maciel/Sepror
Ramos foi morto a tiros por um motociclista enquanto vendia verduras produzidas no acampamento onde vivia
Ramos foi morto a tiros por um motociclista enquanto vendia verduras produzidas no acampamento onde vivia

EXTRATIVISTA NO PARÁ

A morte de Adelino acontece três dias depois que o casal José Claudio Ribeiro da Silva, 54, e Maria do Espírito Santo da Silva, 53, serem assassinados a tiros em Nova Ipixuna (PA).

Os dois eram lideranças na extração de castanheira na região e lutava contra os madeireiros na região de Marabá. A polícia suspeita que os dois foram mortos em uma emboscada.

A polícia suspeita que os dois foram mortos em uma emboscada.

Em novembro do ano passado, Silva declarou durante uma palestra na conferência TEDx Amazônia que vivia "com uma bala na cabeça" por denunciar madeireiros da região. "A mesma coisa que fizeram com o Chico Mendes e a irmã Dorothy [Stang], querem fazer comigo."

France Presse
José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva
José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva
 

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