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31/05/2011 - 16h32

Governo priorizará segurança de 30 ameaçados no campo

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JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DE BRASÍLIA

Na tentativa de responder às quatro mortes de trabalhadores rurais na última semana na Amazônia, a Secretaria de Direitos Humanos anunciou que só agora analisará uma lista da CPT (Comissão Pastoral da Terra) de pessoas ameaçadas por conflitos agrários que é entregue anualmente ao governo.

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Depois de fazer essa análise, a secretaria, junto ao Ministério da Justiça, definirá como proteger essas pessoas. Ontem, o governo afirmou que protegeria imediatamente os ameaçados.

A titular da secretaria, Maria do Rosário, disse que priorizará 30 ameaçados que chegaram a sofrer atentados, mas conseguiram sobreviver.

Sergio Lima/Folhapress
A ministra Maria do Rosário (na ponta da mesa) recebeu representantes da Comissão Pastoral da Terra nesta terça
A ministra Maria do Rosário (na ponta da mesa) recebeu representantes da Comissão Pastoral da Terra nesta terça

Ela não deu um prazo para quando essas medidas de proteção serão anunciadas, e disse apenas que elas são urgentes.

Segundo dados da CPT, essas 30 pessoas fazem parte de uma lista de 207 ameaçados mais de uma vez.

De acordo com a ministra, seria impossível ao governo proteger todos eles, pois o governo não tem condições de disponibilizar policiais para escoltar cada um.

Maria do Rosário disse também que parte da culpa pela violência no campo é dos poderes públicos estaduais. As polícias civis fazem investigações ruins, os promotores não apresentam denúncias à Justiça e os juízes demoram a decidir ou são influenciados por políticos locais, afirmou.

A ministra e membros da CPT falaram após uma reunião ocorrida no início da tarde de hoje.

Durante a entrevista, José Batista, advogado da comissão, criticou a lentidão do governo federal em agir e disse que as mortes (três no Pará e uma em Rondônia) são resultado de problemas estruturais amazônicos, como a impunidade, concentração de terra e a ausência estatal. "Uma reunião como essa deveria ter acontecido anos atrás", disse Batista.

Ao criticar a falta de investimento em um programa governamental de proteção aos defensores de direitos humanos, Batista foi interrompido duas vezes por Rosário, que insistia em dizer que o programa é bem sucedido.

 

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