Publicidade
Publicidade
Governo priorizará segurança de 30 ameaçados no campo
Publicidade
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DE BRASÍLIA
Na tentativa de responder às quatro mortes de trabalhadores rurais na última semana na Amazônia, a Secretaria de Direitos Humanos anunciou que só agora analisará uma lista da CPT (Comissão Pastoral da Terra) de pessoas ameaçadas por conflitos agrários que é entregue anualmente ao governo.
Região da Amazônia é o 'faroeste brasileiro', diz pastoral
Polícia prende suspeito de matar líder sem-terra em Rondônia
Governo libera verba para conter conflitos agrários
Depois de fazer essa análise, a secretaria, junto ao Ministério da Justiça, definirá como proteger essas pessoas. Ontem, o governo afirmou que protegeria imediatamente os ameaçados.
A titular da secretaria, Maria do Rosário, disse que priorizará 30 ameaçados que chegaram a sofrer atentados, mas conseguiram sobreviver.
| Sergio Lima/Folhapress |
![]() |
| A ministra Maria do Rosário (na ponta da mesa) recebeu representantes da Comissão Pastoral da Terra nesta terça |
Ela não deu um prazo para quando essas medidas de proteção serão anunciadas, e disse apenas que elas são urgentes.
Segundo dados da CPT, essas 30 pessoas fazem parte de uma lista de 207 ameaçados mais de uma vez.
De acordo com a ministra, seria impossível ao governo proteger todos eles, pois o governo não tem condições de disponibilizar policiais para escoltar cada um.
Maria do Rosário disse também que parte da culpa pela violência no campo é dos poderes públicos estaduais. As polícias civis fazem investigações ruins, os promotores não apresentam denúncias à Justiça e os juízes demoram a decidir ou são influenciados por políticos locais, afirmou.
A ministra e membros da CPT falaram após uma reunião ocorrida no início da tarde de hoje.
Durante a entrevista, José Batista, advogado da comissão, criticou a lentidão do governo federal em agir e disse que as mortes (três no Pará e uma em Rondônia) são resultado de problemas estruturais amazônicos, como a impunidade, concentração de terra e a ausência estatal. "Uma reunião como essa deveria ter acontecido anos atrás", disse Batista.
Ao criticar a falta de investimento em um programa governamental de proteção aos defensores de direitos humanos, Batista foi interrompido duas vezes por Rosário, que insistia em dizer que o programa é bem sucedido.
+ Canais
+ Notícias em Poder
- Especialista em geopolítica tenta prever os próximos dez anos
- Relembre Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo
- 'Bota o retrato do velho outra vez'; chega nova biografia de Getúlio
- Ex-delegado do Dops dá nome aos bois
- Covardia é o pior dos vícios, diz Pondé
- Marqueteiro revela bastidores das relações entre política e mídia
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Lula propôs ajuda em CPI para adiar mensalão, diz Gilmar Mendes
- Thomaz Bastos diz que deixa julgamento moral à 'vingança de Deus'
- Lula propôs ajuda em CPI para adiar mensalão, diz Gilmar Mendes
- Direção do DEM anuncia que vai ao STF contra decisão sobre Código
- Ala do PSB resiste a Haddad e ameaça vaiar petista em evento
+ Comentadas
- Lula propôs ajuda em CPI para adiar mensalão, diz Gilmar Mendes
- Thomaz Bastos diz que deixa julgamento moral à 'vingança de Deus'
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.









Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV