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Acuado na Câmara, Palocci é cobrado por Dilma e Lula
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DE SÃO PAULO
A presidente Dilma Rousseff e seu antecessor, Lula, disseram ao ministro Antonio Palocci (Casa Civil) que cabe a ele se defender para pôr um fim à crise política, informa reportagem de Valdo Cruz e Natuza Nery, publicada nesta quinta-feira na Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A oposição aprovou, na Comissão de Agricultura da Câmara, ontem, a convocação do ministro para que ele explique seu crescimento patrimonial.
O recado de Dilma e Lula considera que a crise já começa a deteriorar a imagem do governo e que esse processo precisa ter um "limite". Segundo a Folha apurou, Lula avalia que, politicamente, Palocci não pode mais ficar em silêncio. O governo espera que o chefe da Casa Civil aceite as recomendações e fale hoje publicamente sobre o caso.
| Sérgio Lima/Folhapress |
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| Palocci participou ontem da reunião do Conselho Político; convocação para depor na Câmara veio logo depois |
A crise envolvendo o ministro começou depois que a Folha revelou que Palocci multiplicou por 20 seu patrimônio em quatro anos. Entre 2006 e 2010, passou de R$ 375 mil para cerca de R$ 7,5 milhões.
Na sequência, a liderança do PSDB na Câmara levantou suspeitas de que pagamentos feitos pela Receita Federal à incorporadora WTorre, no valor de R$ 9,2 milhões, durante as eleições do ano passado, estejam relacionados ao trabalho de Palocci e a doações para a campanha presidencial de Dilma Rousseff.
O deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) apresentou à imprensa registros públicos do Siafi (o sistema de acompanhamento de gastos da União) e da Receita Federal que indicariam uma relação entre pagamentos feitos pela Receita à WTorre Properties, um braço do grupo WTorre, e o trabalho do ministro na incorporadora.
Segundo reportagem da Folha, a WTorre foi uma das clientes da empresa do ministro, a Projeto Consultoria Financeira, que teve um faturamento de R$ 20 milhões somente no ano passado.
Leia mais na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.
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