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27/06/2011 - 08h25

Produtor convida Marieta Severo para viver Dilma no cinema

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ANA CAROLINA MORENO
DE SÃO PAULO

A atriz Marieta Severo, 64, é cotada para interpretar a presidente Dilma Rousseff no cinema. O roteiro, ainda em fase de pré-produção, será baseado no livro "A Primeira Presidenta", do jornalista, analista político e palestrante Helder Caldeira, que faz um paralelo entre a trajetória política de Dilma e o processo de redemocratização do Brasil.

Lenise Pinheiro - 10.abr.2009/Divulgação
Marieta Severo (em cena no espetáculo "As Centenárias") recebeu convite para viver Dilma Rousseff em produção para o cinema
Marieta Severo (em cena no espetáculo "As Centenárias") recebeu convite para viver Dilma Rousseff em produção para o cinema

O produtor Antônio de Assis, que comprou os direitos cinematográficos da obra na semana passada, convidou a atriz na noite de sexta-feira (24). De acordo com ele, a resposta de Marieta foi positiva, mas ainda há detalhes a serem acertados.

Segundo o agente da atriz, Marieta "a princípio aceitou [o convite], mas ainda vai ler o roteiro e estudar a proposta". Ela preferiu não dar entrevista por enquanto.

Marieta Severo é uma das atrizes mais premiadas do teatro brasileiro. Ex-mulher do cantor e compositor Chico Buarque, com quase 50 anos de carreira, ela tem dezenas de trabalhos na televisão e no cinema. Marieta faz a personagem Nenê na série "A Grande Família", da TV Globo.

FINANCIAMENTO

O escritor Helder Caldeira, que supervisionará o roteiro cinematográfico, afirmou que o financiamento do filme vai "se distanciar o máximo possível" de recursos públicos. "É a nossa convicção de trabalho", disse ele, que nega ter escrito uma biografia da presidente.

Segundo Caldeira, a obra é uma "análise política" que tenta explicar "como uma mulher que tinha sido torturada há menos de 40 anos era a mesma mulher que estava na TV, em 1º de janeiro, passando as tropas em revista como comandante-em-chefe".

A versão cinematográfica, porém, vai citar brevemente a infância, a adolescência e a fase de militância de Dilma durante o regime militar. "A redemocratização é o período em que temos informações sobre ela. Os documentos da ditadura estão naqueles arquivos em que não podemos mexer", disse.

O livro, escrito durante seis dias em janeiro de 2011, era vendido sob encomenda pela internet, mas será lançado oficialmente nesta segunda-feira (27) pela editora Faces. O filme deve chegar aos cinemas em um ano e meio. "Vamos começar a filmar em fevereiro de 2012 e o lançamento está previsto para dezembro de 2012", disse Caldeira.

 

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