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10/07/2011 - 07h29

Brasil se omite sobre crimes do regime militar argentino

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DE SÃO PAULO

O Brasil evita tornar-se parte em ações na Justiça argentina que investigam o desaparecimento de brasileiros no país durante sua última ditadura militar (1976-83), informa reportagem de Lucas Ferraz, publicada na edição deste domingo da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Desde 2005, o país vizinho já processou mais de 820 pessoas por crimes ocorridos no período, resultando até agora em mais de 200 condenações na Justiça.

Países como Chile, Espanha e França já se tornaram parte em ações que investigam o desaparecimento de cidadãos que foram mortos durante o terrorismo de Estado que vigorou na Argentina. O Brasil poderia participar de pelo menos três ações em andamento que estão relacionadas ao desaparecimento de brasileiros.

Além de cobrar por Justiça, o Estado poderia contribuir com informações e documentos de antigos órgãos de repressão para ajudar a esclarecer os casos. "O governo brasileiro tem todas as condições de apresentar-se como parte. Pelo jeito, não quis", disse à Folha Pablo Parenti, coordenador de direitos de direitos humanos do Ministério Público Federal da Argentina e um dos responsáveis pelas ações sobre desaparecidos.

Leia a reportagem completa na Folha deste domingo, que já está nas bancas.

Editoria de Arte/Folhapress

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