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13/07/2011 - 15h18

'A presidente sabia de tudo sobre obras', diz Pagot

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MARIA CLARA CABRAL
ANDREZA MATAIS
DE BRASÍLIA

Em depoimento na Câmara dos Deputados, o diretor afastado do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, atualmente em férias do cargo, afirmou que a presidente Dilma Rousseff "sabia de tudo" sobre as obras do PAC 1 (Programa de Aceleração do Crescimento). Segundo ele, Dilma acompanhava diretamente as obras antes de se eleger para a Presidência da República, quando era ministra da Casa Civil.

Pagot citou ainda a ministra Miriam Belchior (Planejamento) como outra pessoa do governo que acompanhou os investimentos do Ministério dos Transportes e Dnit em obras do PAC.

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Ele explicou que, após se afastar para fazer o tratamento contra o câncer, Dilma voltou e passou a acompanhar o andamento das obras apenas por relatórios. Aí, diz ele, ela recebeu um susto com os valores das obras do PAC 2.

Alan Marques/Folhapress
Pagot disse que Dilma "sabia de tudo" sobre as obras do PAC 1 e que tomou um susto com valores do PAC 2
Pagot disse que Dilma "sabia de tudo" sobre as obras do PAC 1 e que tomou um susto com valores do PAC 2

"Tenho certeza absoluta que ela sabia de tudo. Depois passou período convalescendo, voltou e quem continuava no comitê gestor era a ministra Miriam Belchior. Quando a Dilma foi candidata, quem tocou foi a Belchior. Então ela estava informada até o início da campanha, quando volta para o governo recebe relatórios. É obvio que do lote de obras do PAC 1 não tenho a menor duvida de que ela tinha conhecimento, agora do PAC 2 ela recebeu a informação no dia 24. Foi aí que ela tomou um susto. Tanto que nos deu até o dia 15 de julho para tomar providências", contou.

Respondendo a um questionamento do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), Pagot negou que o afastamento de funcionários e do Ministro dos Transportes tenha sido uma conspiração. O diretor do Dnit negou ainda que Dilma tenha algo contra o PR, partido do ex-ministro Alfredo Nascimento e do atual, Paulo Sérgio Passos.

"Não é conspiração. Não tem conspiração, todos nós somos agentes políticos. Não acredito também que seja uma conspiração contra o PR, ela tem apreço pelo PR e aos parlamentares do PR", afirmou.

Pagot tratou com naturalidade o fato de alguns cargos do Ministério serem ocupados por indicações políticas. "Muitos cargos têm a indicação de parlamentares, às vezes de grupos de deputados. Então nós temos indicações em muitos cargos. Não são todos os funcionários que têm indicação política."

Pagot disse também que recebe deputados e grupos de deputados.

 

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