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Senador do PSDB também retira assinatura de CPI da Corrupção
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GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA
Atualizado às 12h00.
A oposição admite que terá dificuldades para instalar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Corrupção no Senado depois que o governo operou para convencer senadores aliados da presidente Dilma Rousseff a retirarem o apoio à criação da comissão. Depois dos oposicionistas conseguirem as 27 assinaturas para instalar a comissão, dois senadores recuaram do apoio --um deles do PSDB.
Suplente do senador João Ribeiro (PR-TO), o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) retirou sua assinatura da CPI na manhã desta quarta-feira (3). O tucano disse a parlamentares do PSDB que foi muito pressionado pelo titular do mandato, por isso teve que recuar.
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"Ele está numa situação delicada, porque só fica mais um mês no mandato, que não lhe pertence. Mas está constrangido porque foi pressionado pelo titular da sua cadeira, que agiu a pedido da presidente Dilma Rousseff", disse o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR).
Além de Oliveira, o senador João Durval (PDT-BA) retirou a assinatura do pedido na noite de ontem. Ministros do governo dispararam telefonemas para governistas para barrar a CPI, sob a orientação do Palácio do Planalto.
Responsável pela coleta de assinaturas para a comissão, Dias admitiu que não está "otimista" para conseguir o apoio de outros dois senadores que permitam a criação da CPI. "De qualquer maneira, vou procurar senadores do PMDB com a expectativa de mais alguém assinar. Ontem bateu o desespero no governo, a própria presidente agiu para reverter a CPI", afirmou o tucano.
Pelo regimento do Senado, são necessárias 27 assinaturas de senadores para que uma Comissão Parlamentar de Inquérito seja instalada. A oposição defende a criação da CPI para investigar as denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, que resultaram no afastamento de 24 servidores da pasta e órgãos afins.
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