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Dilma espera que Jobim peça demissão
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NATUZA NERY
DE BRASÍLIA
Atualizado às 14h22.
A presidente Dilma Rousseff espera que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, antecipe-se e peça demissão do cargo. Após constranger o governo declarando ter votado em José Serra nas eleições de 2010, o peemedebista afirmou à revista "Piauí" que a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) "é muito fraquinha" e que a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, "sequer conhece Brasília".
Os trechos da entrevista foram antecipados pela coluna de Mônica Bergamo na edição da Folha desta quinta.
'Ideli é muito fraquinha', diz Jobim a revista
Ataque de Jobim 'é desnecessário', diz Ideli
Jobim diz que suas declarações foram tiradas do contexto
Ministro de Dilma, Jobim diz que votou em Serra em 2010
Nesta manhã, o Planalto avaliou que o melhor para o governo é que Jobim formalize um pedido de exoneração. Avalia que a demissão do ministro pela presidente poderia transformá-lo em vítima.
Dilma discutiu o assunto com ministros do Planalto. E esperava conversar com Jobim ainda hoje.
Segundo a Folha apurou, ministros que haviam defendido sua permanência no ministério agora apoiam sua saída.
Dilma já leu a íntegra da entrevista e agora espera Jobim retornar de viagem para conversar com ele. Apesar de estar disposta a ouvir suas explicações, a presidente disse a interlocutores que, com mais esssa polêmica, fica muito difícil mantê-lo no cargo. Avalia, ainda, que a manutenção dele na pasta significa, no limite, concordar com a avaliação publicada na revista sobre as duas ministras.
A situação do ministro já havia ficado insustentável nos últimos dias após a declaração de voto. A revelação foi feita no programa "Poder e Política - Entrevista", conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília. O projeto é uma parceria do UOL e da Folha.
Apesar disso, Dilma preferiu não tomar nenhuma atitude em meio a uma semana politicamente conturbada.
Jobim também causou constrangimento ao Planalto recentemente, na solenidade de homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, disse ser preciso tolerar a convivência com "idiotas", que "escrevem para o esquecimento". Ele explicou ter se referido a jornalistas, mas petistas entenderam como recado ao governo.
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