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'Não prejudicou ninguém', diz Sarney sobre uso de helicóptero
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DE BRASÍLIA
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou irregularidades no fato de ter usado um helicóptero da Polícia Militar do Maranhão para atividade particular.
Sarney evitou dizer se sabia, no momento em que utilizou a aeronave numa das viagens, que um paciente precisou esperar por atendimento enquanto suas malas eram descarregadas. "Não prejudicou ninguém", afirmou.
Sarney usa helicóptero do Maranhão em viagem particula
Empresário nega conflito de interesses em viagem de helicóptero
OAB pede que Sarney devolva dinheiro gasto em viagens
Reportagem da Folha desta segunda-feira (22) mostra que Sarney usou, por duas vezes neste ano, uma aeronave da PM para ir para sua ilha particular. Numa das ocasiões, o atendimento ao pedreiro Aderson Ferreira Pereira, 40, com traumatismo craniano e clavícula quebrada foi atrasado por conta do desembarque das bagagens do presidente do Senado.
Vídeos obtidos pela Folha mostraram que o helicóptero foi utilizado pelo menos duas vezes este ano:
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"Eu estou como chefe do Poder Legislativo, eu tenho direito a transporte e segurança em todo o país; de representação, não somente a serviço", afirmou ao sair da Casa. Ele comparou esse benefício ao utilizado pelo presidente da República.
"O presidente não é chefe de um poder? Aonde ele vai, ele não tem direito a transporte, segurança pública? Eu também sou chefe", afirmou.
OAB
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, defendeu nesta segunda-feira (22) que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney --que é filha de Sarney--, devolva aos cofres de seu Estado o que foi gasto com a utilização de um helicóptero da Polícia Militar para transportar seus pais até a Ilha de Curupu durante fins de semana.
"A Ordem espera que a governadora do Estado reponha o que foi gasto ao Estado para que essa situação não se repita mais", disse.
A aeronave foi adquirida no ano passado para combater o crime e socorrer emergências médicas. Foi paga com recursos do governo estadual e do Ministério da Justiça e custou R$ 16,5 milhões.
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