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Atos anticorrupção no país testam força das redes sociais
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DE SÃO PAULO
DO RIO
DE BRASÍLIA
Pela rede social Facebook, grupos que se dizem apartidários organizaram para esta quarta-feira, feriado de 7 de Setembro, manifestações contra corrupção em cerca de 50 cidades em 19 Estados e no Distrito Federal.
Até ontem, mais de 130 mil pessoas confirmaram presença pelo site, mas, segundo os próprios organizadores, o número de manifestantes nas ruas deve ser bem menor.
O mesmo usuário do Facebook, por exemplo, pode ter confirmado presença em mais de um ato.
Pelo tamanho da mobilização na internet, as passeatas serão um teste importante para a capacidade de mobilização política via redes sociais.
"Nossa expectativa está girando em torno da metade dos confirmados", afirma o bancário Rodrigo Montezuma, organizador da Marcha contra a Corrupção, que acontecerá na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
O grupo foi procurado por entidades como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e senadores da oposição, que vão pegar carona nos atos.
Porém, Montezuma e os demais grupos dizem que os protestos não têm relação com partidos políticos.
De acordo com o empresário Walter Magalhães, outro organizador do evento, a marcha ganhou força depois da absolvição pela Câmara da deputada Jaqueline Roriz, flagrada recebendo dinheiro de um empresário de Brasília.
Outras bandeiras comuns são o fim das votações secretas no Congresso, a validação da Lei da Ficha Limpa e as suspeitas de irregularidades no governo Dilma Rousseff.
Em São Paulo, o movimento Nas Ruas fará uma passeata na avenida Paulista no período da tarde, onde outro grupo protestará pela manhã.
O grupo Anonymous, criado por hackers, sugere que os manifestantes usem a máscara popularizada pelo filme "V de Vingança", de 2006.
Já os atos organizados pelo Movimento dos Caras Pintadas propõem reeditar a mobilização que pediu o impeachment do então presidente Fernando Collor, no início dos anos 90, e que serviu de inspiração para o grupo.
O professor de comunicação da FGV Marcelo Coutinho afirma não acreditar que haja uma grande participação. "Em política, é muito mais fácil aglutinar pessoas em causas específicas do que nas causas generalizadas."
O jornalista e professor Caio Túlio Costa concorda, mas ressalta a importância da mobilização via rede social. "É uma nova forma de convocação."
Ele afirma que não é possível fazer uma comparação com as manifestações recentes vistas na Espanha e no Oriente Médio, já que demandas deles têm influência mais direta na vida das pessoas. "A situação política e econômica é outra", diz.
| editoria de arte/folhapress | ||
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