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Justiça aceita denúncia contra promotora e ex-procurador do DF
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DANIEL RONCAGLIA
DE SÃO PAULO
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (Brasília) aceitou nesta quinta-feira a abertura de ação penal contra o ex-procurador de Justiça do Distrito Federal Leonardo Bandarra e a promotora Deborah Guerner.
Eles são acusados pelo Ministério Público de violação de sigilo profissional, concussão (extorsão praticada por funcionário público) e formação de quadrilha.
| Sérgio Lima/Alan Marques/Folhapress |
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| Leonardo Bandarra durante julgamento no CNMP em abril e Deborah Guerner quando foi presa pela PF no dia 20 de abril |
A ex-servidora Cláudia Marques e o marido de Deborah, Jorge Guerner, também responderão a ação pelos crimes de concussão e formação de quadrilha.
Bandarra e Deborah vão responder criminalmente por envolvimento no esquema de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM.
Eles já são réus em outras ações penais também relativas a esse escândalo.
Enquanto para os outros réus, a denúncia foi aceita por unanimidade pela Corte Especial, no caso de Bandarra, foi por maioria dos votos.
A advogada do ex-procurador, Gabriela Bemfica, disse que tem certeza de sua absolvição. Ela lembra que Durval não apresentou prova contra Bandarra. "Os desembargadores não rejeitaram o pedido agora porque não podiam analisar o mérito da questão."
Os advogados dos outros réus ainda não foram encontrados.
CNMP
Em julho, o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) manteve a recomendação da demissão de Bandarra e Guerner. Ambos foram condenados administrativamente e receberam a pena máxima contra um membro do Ministério Público.
Eles responderam no conselho pela acusação de favorecer ao ex-governador José Roberto Arruda, acusado de ser o chefe do esquema do mensalão do DEM.
No dia 20 de abril, a promotora foi presa pela Polícia Federal, em Brasília, sob a acusação, entre outras, de ter tomado aulas para simular problemas mentais.
O Ministério Público Federal suspeita que a promotora comprou atestados médicos falsos e foi treinada para simular problemas mentais.
O propósito seria o de atrapalhar as investigações. Jorge Guerner também foi preso.
Oito dias depois, ela foi solta por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
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