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Servidores da Justiça Federal em SP decidem entrar em greve
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DANIEL RONCAGLIA
DE SÃO PAULO
Os servidores do Judiciário Federal em São Paulo decidiram nesta quinta-feira entrar em greve por tempo indeterminado.
A decisão foi tomada em assembleia que aconteceu na frente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP e MS), que fica na avenida Paulista.
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| Moacyr Lopes Junior/Folhapress | ||
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| Servidores da Justiça Federal de SP decidiram em assembleia entrarem em greve por tempo indeterminado |
Cerca de 600 funcionários participaram da reunião, de acordo com o Sintrajud (Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo).
"A expectativa é uma greve forte na próxima semana, principalmente no interior. A ideia é fazer uma paralisação nacional", disse o diretor do sindicato Cléber Borges Aguiar. Na quarta-feira, haverá um protesto em Brasília.
A categoria tem cerca de 20 mil funcionários em São Paulo, que atuam no TRF, Justiça Federal e Justiça do Trabalho.
Na terça-feira, o sindicato já havia decidido fazer uma paralisação de 72 horas.
Em 2010, os servidores fizeram uma greve de 69 dias. Em São Paulo, os funcionários da Justiça Estadual também fizeram uma paralisação de 92 dias no ano passado.
Os servidores da Justiça Federal já estão em greve em Mato Grosso e na Bahia.
Durante a semana também aconteceram paralisações no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Maranhão e Minas Gerais.
O Sintrajud afirma que os salários da categoria estão congelados desde 2006.
A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) também ameaça entrar em greve.
Como os servidores, os juízes voltaram a defender que o governo inclua o reajuste salarial do Judiciário no plano orçamentário de 2012.
Na proposta enviada ao Congresso, o Planalto não havia previsto o reajuste. Após pressão, a presidente Dilma Rousseff encaminhou uma mensagem contemplando o aumento, mas depende da aprovação dos parlamentares.
O Sintrajud também cobra do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, uma postura efetiva em relação a decisão de Dilma.
Para a categoria, ele não está agindo a altura de um chefe de Poder.
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