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30/09/2011 - 11h47

Após excesso, Senado tenta restringir sessões de homenagens

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MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

A Mesa Diretora do Senado decidiu restringir as sessões de homenagens no plenário da Casa. A decisão ainda vai ser submetida ao plenário com a análise do projeto de resolução já aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) que permite que essas sessões sejam realizadas apenas nas segundas e sextas-feiras, quando não houver votações, duas vezes ao mês.

Vários senadores afirmam que há uma verdadeira farra de homenagens. Desde o início do mês, foram realizadas nove sessões especiais de comemoração, boa parte as terças e quartas-feiras, dias de maior movimento na Casa e dedicados às votações em plenário.

Só nesta semana foram três homenagens em comemoração ao Círio de Nazaré, a rede de TV Canção Nova e ao Dia do Administrador.

Além dessas homenagens, foram realizadas outras seis desde o início do mês, por exemplo, pelo Dia do Economista, aos 21 anos do SUS (Sistema Único de Saúde, e aos 68 anos do Amapá, reduto político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Já estão previstas pelo menos mais nove até o final do ano.

Além de restringir os dias para as sessões, a proposta propõe alterar o regimento interno do Senado estabelecendo que "a primeira comemoração somente poderá ocorrer após 25 anos do fato e que a homenagem só poderá se repetir a cada dez anos".

Fica determinado ainda que a sessão terá duração máxima de duas horas. Na terça-feira, quando senadores cobraram novas regras para essas sessões, Sarney reconheceu o abuso. "Realmente estamos tendo grandes prejuízos em nossos trabalhos", disse.

 

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