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Suplente acusado de matar deputada em AL será julgado em novembro
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DE SÃO PAULO
Mais de 12 anos depois do assassinato da deputada federal Ceci Cunha (PSDB-AL), o ex-deputado Talvane Albuquerque, acusado de ser o mandante do crime, será julgado em novembro por um júri popular. O dia do julgamento ainda não foi definido.
Na época do crime, Albuquerque era o primeiro suplente da coligação que elegeu Cunha e foi beneficiado pela morte dela. O ex-deputado chegou a assumir a vaga dela na Câmara dos Deputados, mas teve o mandato cassado após ser apontado como suspeito.
Para o Ministério Público Federal em Alagoas, que denunciou Albuquerque, o então suplente encomendou a morte da deputada para assumir o cargo. Ele nega a acusação.
Em dezembro de 1998, horas depois de ter sido diplomada para mais um mandato, Ceci Cunha foi morta com um tiro na nuca, quando visitava uma irmã, em Maceió. Ela estava na varanda da casa com o marido, o cunhado e a mãe do cunhado. Os três foram atingidos e também morreram. Uma pessoa ficou ferida.
Além do ex-deputado, serão julgados quatro seguranças que trabalhavam para Albuquerque na época do crime. De acordo com a denúncia, eles executaram o crime.
A Justiça Federal marcou o julgamento dos acusados depois que o TRF (Tribunal Regional Federal) da 5ª Região, em Recife, determinou a realização do júri popular mesmo sem o trânsito em julgado da sentença de pronúncia (que determina que os suspeitos sejam julgados por júri popular).
O advogado Welton Roberto, que representa o ex-deputado, disse que o processo contra Albuquerque deve ser considerado nulo, pois houve cerceamento de defesa. Ele afirmou que seu cliente é inocente.
O processo do assassinato de Ceci Cunha é monitorado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que acompanha, desde janeiro, alguns casos que tiveram repercussão na sociedade e estavam parados na Justiça.
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