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Em encontro em SP, tucanos pregam união por 2012
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JOSÉ BENEDITO DA SILVA
DE SÃO PAULO
Com discursos marcados pela conclamação à militância e à unidade do partido, cerca de 200 militantes do PSDB paulistano fizeram nesta segunda-feira um evento na Câmara de São Paulo para tentar organizar a atuação da legenda na eleição para a prefeitura em 2012.
Além dos quatro pré-candidatos tucanos ao Executivo Municipal, o encontro reuniu o governador Geraldo Alckmin e os ex-governadores José Serra e Alberto Goldman, além de dirigentes de bairro, municipais e estaduais da legenda.
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O foco do evento era permitir a Alckmin que subdiasse a militância com dados sobre o que o governo já fez pela cidade e os projetos que serão executados nos próximos anos.
Serra, cuja presença não era esperada e que chegou antes de Alckmin, elencou ações feitas por ele quando era governador e prefeito da cidade, como a nova marginal Tietê, a ampliação da rede de trem e metrô e a expansão do Bilhete Único, além de programas nas áreas de ambiente, ensino técnico e saúde.
"O mais importante é o que já fizemos por São Paulo, não o que vamos fazer", afirmou, ressaltando investimentos típicos do município que, segundo ele, foram bancados pelo governo do Estado.
Os tucanos devem ser adversários na eleição municipal do candidato do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), que ainda não foi definido.
Serra disse que foi ao evento apenas com a intenção de dar elementos aos militantes tucanos na campanha eleitoral. "Para fazer campanha, a gente tem de saber o que dizer."
Alckmin, que chegou com duas horas de atraso e não ouviu o discurso de Serra, listava investimentos e projetos de sua gestão quando foi interrompido duas vezes por Serra, que lembrou de obras e programas que o governador havia esquecido.
Nas duas intervenções, no entanto, Serra foi amistoso com Alckmin e lembrou de projetos tocados por ambos, quando ele era prefeito e Alckmin, governador.
"Quero destacar a importância de nossa militância. Não existe partido político sem militância", afirmou, para, em seguida, pedir coesão ao partido, que fará prévias para definir o candidato. "Temos de estar unidos."
Julio Semeghini, secretário de Alckmin (Gestão Pública) e presidente do diretório municipal do PSDB, reforçou o discurso. "Esse processo (prévias) vai nos levar à vitória como um partido unido."
PRÉ-CANDIDATOS
Os quatro pré-candidatos --Bruno Covas, Andrea Matarazzo, José Aníbal e Ricardo Tripoli-- falaram por cerca de três minutos cada um e também pediram união. "Poucos partidos têm o privilégio de ter três governadores na mesma mesa, como temos aqui", disse Matarazzo.
"Com unidade, com convergência, com responsabilidade pública, vamos contrariar as previsões nefastas daqueles que querem nos dividir", afirmou Anibal.
Covas disse que é "preciso resgatar tudo aquilo que o PSDB construiu para o município". "Temos de cacarejar bastante para a cidade o que já fizemos", afirmou.
Tripoli lembrou que não desistirá das prévias e que elas são importantes para o partido. "Não desistirei. Vamos até o fim da convenção e espero que em dezembro, antes dos outros partidos, nós tenhamos o nosso candidato."
Semeghini afirmou que o partido vai consultar o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sobre quem tem direito a voto nas prévias do partido. Aliados de Alckmin defendiam uma prévia restrita, que reduziria o número de militantes tucanos com direito a voto de 45 mil para pouco mais de 2.600 --apenas aqueles que têm cargos eletivos ou partidários. No último dia 30, o diretório estadual do PSDB aprovou a realização da prévia com a participação de todos os filiados.
"Mas vamos consultar o TRE sobre qual lista devemos usar, porque não queremos correr o risco de ter um processo questionado depois", afirmou Semeghini.
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