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04/10/2011 - 15h48

Empresa retira placa na USP que chama golpe de 'revolução de 64'

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DE SÃO PAULO

A Scopus Construtora retirou nesta terça-feira uma placa que chamava o golpe militar de "revolução de 1964".

A placa indicava a construção de um monumento, que está sendo construído na Cidade Universitária da USP, em homenagem aos mortos e desaparecidos da ditadura.

Placa na USP chama golpe militar de 'revolução de 1964'

A obra é parte de parceria entre a universidade e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência. Ela é patrocinada pela Petrobras e tem custo estimado em R$ 89 mil.

O termo "revolução" é usado por militares que negam que tenha havido uma ditadura no país de 1964 a 1985.

A reitoria da USP diz que houve falha na confecção. A universidade informou que uma nova placa com a expressão "regime da ditadura militar" será colocada em breve.

De acordo com a engenheira da Scopus Rose Martins, o pedido de retirada da placa, que foi fixada em agosto, foi feito na manhã de hoje.

Na tarde de ontem, o termo "revolução" havia sido riscado e a palavra "golpe" foi escrita.

Segundo a secretaria, a obra faz parte do projeto "Direito à Memória e à Verdade", que inclui a criação da Comissão da Verdade.

"Considero o termo utilizado um absurdo", disse a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos).

Diego Shuda/Folhapress
Placa de obra na USP com o termo 'revolução' rabiscado e a palavra 'golpe' escrita embaixo
Placa de obra na USP com o termo 'revolução' rabiscado e a palavra 'golpe' escrita embaixo
 

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