Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
04/10/2011 - 15h56

Queda da taxa de juros no Brasil não é artificial, avalia agência

Publicidade

 

DO VALOR

O vice-presidente da agência de classificação de risco Moody's, Mauro Leos, afirmou nesta terça-feira (4) que não há indícios de que a gestão do juro pelo BC (Banco Central) seja artificial.

"Não me parece que as decisões de política monetária são adotadas por questões políticas", disse Leos. Em palestra em São Paulo, a palavra mais usada por Leos foi "incerteza".

Para garantir que não haveria dúvidas, Leos, que é mexicano e proferiu a palestra em inglês, a repetiu inúmeras vezes, sempre em português, evitando formular um cenário mais preciso sobre o que pode acontecer caso a Grécia peça moratória: "Não sabemos o que acontecerá se a Grécia quebrar, desta vez a situação é ainda mais séria, envolvendo também os bancos europeus e a Itália. Não haverá um final feliz para a Grécia", sentenciou.

Apesar da gravidade da crise, o vice-presidente avalia que a economia brasileira está forte o suficiente para "lidar com choques externos", destacando o bom desempenho do balanço de pagamentos, os cerca de US$ 350 bilhões em reservas internacionais e a solidez do sistema financeiro. Ele também falou dos desafios para o Brasil no futuro próximo: aumentar a poupança interna e a queda da taxa de juros.

Leos disse que até hoje não conseguiu entender por que os "juros no Brasil são tão altos", o que, entre outros efeitos, provoca gastos elevados com o serviço da dívida pública mobiliária federal.

"Todo governo quer que a taxa de juros caia, mas enquanto isso não ocorrer de maneira artificial e enquanto o mercado confiar no que o governo disser, isso não altera nossas perspectivas de rating", disse ele, referindo-se ao movimento de redução da Selic iniciado pelo BC em 31 de agosto.

O vice-presidente da Moody's afirmou também que a boa gestão das contas públicas é condição necessária para um upgrade do Brasil, cuja nota concedida pela Moody's em junho é "Baa2," com perspectiva positiva. Mas ressaltou que, caso ocorra, a elevação do rating só deve ser anunciada no final de 2012.

 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade