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PMDB é contra texto da reforma política, diz presidente do partido
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MARIA CLARA CABRAL
DE BRASÍLIA
O presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou nesta terça-feira (4) que a maioria do partido é contra o relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS) sobre reforma política.
Segundo ele, o principal ponto de discordância é a votação em lista fechada. Pelo relatório do petista, que será discutido amanhã em uma comissão especial da Câmara, o eleitor votaria, nas eleições proporcionais, diretamente no candidato e também em uma lista ordenada anteriormente pelos partidos.
"O relator Henrique Fontana está querendo votar na comissão para jogar a discussão para o plenário. Acho que é uma longa caminhada ainda, mas se aprovar da forma que está, no Senado será muito difícil aprovar. Então não vai ter uma vitória. Da forma que está posso afirmar com certeza que não passará no Senado", afirmou Raupp.
Ele dá outros sinais de que a votação deve ser adiada: "A pressa era, se tivesse feito uma Comissão mista talvez desse tempo para votar até as eleições de 2012, para valer para 2012. Agora não dá mais. Temos dois anos cheios para discutir a reforma".
Ainda segundo Raupp, o partido apoiaria o voto distrital e até o distrital misto. Outro ponto que teria consenso é o fim das coligações nas eleições proporcionais.
O financiamento público de campanha, diz Raupp, também tem o apoio da bancada, "mas será preciso analisar o modelo".
No relatório, Fontana propõe a criação de fundo, gerenciado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que poderia receber doações de empresas, inclusive privadas. Este ponto é alvo de críticas de alguns deputados.
Após participar de ato na Câmara hoje pela reforma política, Raupp criticou ainda o "choque de propostas" sobre a reforma política. A reclamação é que o Senado também analisa o assunto, mas em projetos separados.
"Aí nasceu errado. Esse tempo que foi discutido no senado se tivesse sido discutido numa única comissão mista entre Câmara e senado eu entendo que teria avançado um pouco mais", afirmou.
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